<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963</id><updated>2011-07-07T22:41:22.563-07:00</updated><title type='text'>CRONOLORGIAS                                        (para amassar o tempo)</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6943466444778112431</id><published>2009-12-26T15:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T16:04:41.289-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM ARCO-ÍRIS nº 2</title><content type='html'>A capa do álbum &lt;em&gt;The dark side of the moon&lt;/em&gt; proporciona ao ouvinte, já quase bêbado na presença iminente da grande e misteriosa bolacha negra do elepê de &lt;em&gt;Pink Floyd&lt;/em&gt;, uma experiência visual inesquecível. Numa área quadrangular de aproximadamente novecentos e sessenta centímetros quadrados, um facho estreito de luz branca vindo da esquerda atravessa a escuridão para tocar o lado de um triângulo eqüilátero, apenas esboçado por uma luz difusa e indireta, proveniente de alguma fonte externa cuja posição e forma não é possível identificar, posto que apenas delineia por dentro, em cinza azulado, os três lados da figura. Não fosse o fato de o triângulo ter seu circuncentro localizado um pouco acima do ponto de encontro das diagonais do quadrado da capa, dir-se-ia que ele está situado bem no centro de toda a composição. Não obstante, presume-se que a figura, com seus lados traçados pela claridade de um improvável luar, corresponderia a uma das faces sólidas de um prisma, de modo que ao tocar seu primeiro lado, o facho de luz começa a se decompor em refração por detrás da superfície triangulada, novamente refratado ao tocar o lado oposto da figura, retomando o percurso na escuridão que segue para além do triângulo, agora fracionado nas cores do espectro, ou em seis delas, posto que não aparece o anil entre o azul e o violeta, alargando-se conicamente, enfim, até a borda da capa do disco. Tenho-a comigo bem guardada ainda, a capa protegida por um grosso envelope plástico transparente que evita as manchas, inclusive a própria digital dos dedos suados de um improvável espectador: ela está impecável, a despeito de seus exatos trinta e seis anos de edição. Dito isto, retiro o plástico que protege o papel e ela se desdobra em duas, formando um retângulo de mesma altura e base agora duplicada, reproduzindo do outro lado a mesma figura da primeira capa invertida e ligeiramente ampliada. No conjunto, o mesmo facho de luz encontra as duas faces distintas de dois prismas – à direita e à esquerda – que ao refratá-lo, produzem a separação da luz em cones de cores espectrais. As páginas internas da capa trazem, no alto e à esquerda, a relação das músicas (&lt;em&gt;Side One&lt;/em&gt;: 1 &lt;em&gt;Speak to me&lt;/em&gt;; 2 &lt;em&gt;Breathe&lt;/em&gt;; 3 &lt;em&gt;On the run&lt;/em&gt;; 4 &lt;em&gt;Time&lt;/em&gt;; 5 &lt;em&gt;The great gig in the sky&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Side Two&lt;/em&gt;: 1 &lt;em&gt;Money&lt;/em&gt;; 2 &lt;em&gt;Us and them&lt;/em&gt;; 3 &lt;em&gt;Any colour you like&lt;/em&gt;; 4 &lt;em&gt;Brain damage&lt;/em&gt;; 5 &lt;em&gt;Eclipse&lt;/em&gt;, com a devida indicação de autoria) e a composição da banda (David Gilmour, Nick Mason, Richard Wright e Roger Waters, com seus respectivos instrumentos); à direita, a ficha técnica do disco. De uma ponta à outra essas páginas centrais são divididas em duas por uma faixa cromática horizontal que parte precisamente do lugar onde os cones espectrais tocaram a borda das capas externas. A linha verde, quarta linha de cima para baixo, pulsa em quatro pontos regularmente eqüidistantes, à maneira de um registro cardiográfico. Finalmente, a parte de baixo dessas páginas de capa trazem as seis letras cantadas (A 1 e 4; B 1, 2, 4 e 5), sendo que as outras quatro são músicas instrumentais. Oh, admirável mundo pós-moderno esse em que espaços e tempos se comprimem na virtualidade de uma longa, furiosa, interminável multiplicação de coisas e instantes! A capa correspondente do &lt;em&gt;compact disc&lt;/em&gt;, editado cerca de vinte anos depois, é uma pálida recriação daquele primeiro elepê, trocando a exuberância mágica do original (que os olhos não dão conta por inteiro de um relance) por ganhos líquidos de informação e imagens de computação gráfica, recolhidos num encarte de vinte e quatro páginas condensadas em escassos cento e quarenta e quatro centímetros quadrados de área, em todo caso disponível para que o vinil repouse serenamente, e para sempre, na seção de obras raras, na memória silenciosa das minhas retinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6943466444778112431?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6943466444778112431/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6943466444778112431' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6943466444778112431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6943466444778112431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/12/existir-em-arco-iris-n-2.html' title='EXISTIR EM ARCO-ÍRIS nº 2'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6391705409463285818</id><published>2009-12-17T03:19:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T03:20:59.861-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM PRATA</title><content type='html'>Prata é a cor natural do brilho, sem artifício. É substância e adjetivo, um bungee jump que sem querer nos livra do abismo. Ali pelos vinte anos blue, quando não entendia direito o significado que os dicionários não guardam para a palavra dispnéia (posto ser aquilo de que a existência nos priva, uma felicidade com limites, uma plenitude sem força), ganhei de minha mãe um cordão de prata, o que ganhei? Um ansiolítico mineral, um adereço de alma, uma potosi de ternura? A matéria de moldar uma das primeiras e mais primitivas poesias? O que disse minha mãe, na verdade, ecoa ainda no silencio auspicioso de toda prata: a ave e o presságio, também a promessa e o vôo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6391705409463285818?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6391705409463285818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6391705409463285818' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6391705409463285818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6391705409463285818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/12/existir-em-prata.html' title='EXISTIR EM PRATA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6178610860105132871</id><published>2009-12-13T07:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T07:35:46.525-08:00</updated><title type='text'>BOA VIAGEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(I)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era reconhecida nas redondezas. Aquela figura negra, franzina e frágil de moça, a aparência feminina de cabelos na tintura, um cinza mal dissimulado de pelos sob a massa de pó de base, no fundo do tempo que a geral aparência cuidava de ocultar, talvez ignorar, bem lá no fundo daqueles olhos mortiços e sem cílios, à exceção dos conhecidos, não havia quem descobrisse sem susto, remotamente, ao avesso das evidências, na pele dela um homem. Sedutor e arrojado, um homem encarando todos os homens, capoeira de pernas finas e ligeiro nos passos, encará-lo também talvez levasse a aceitar o desafio ou o convite proposto no papel dele pela mulher oculta. Bem conhecida a bicha não era; conhecida, talvez; reconhecida, sim, quase sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(II)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A municipalidade, a associação de moradores, os prédios e as casas convencionaram que o lixo do bairro, ensacado e reunido num amontoado discreto nas calçadas, seria recolhido dia sim, dia não pelo caminhão. Esqueceram de incluir a cachorrada, os moradores de rua, as crianças vadias e o pessoal do morro no combinado. Julgando implícita a generalidade do acordo, de fato ninguém concordava que o lixo fosse revirado, por isso alguns evitavam, outros fingiam ignorar e uns poucos, agressivos, se indignavam com todos aqueles seres que o caminhão, na pressa dos garis ao lusco-fusco do final de tarde, se quisesse poderia levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(III)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, acho que levo meus textos comigo. Por isso hei de fazê-los bem leve, para que não pesem na alfândega, e que passem no teste dos éteres. Ou, se não levá-los, não me vou por inteiro: deixo neles um pouco de mim, respirando pão de padaria e cheiro de maresia no oxigênio da Boa Viagem. Levemente e para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(IV)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mata tem motor? Acordei no escuro com o apito no morro verde funcionando. Eram cigarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(V)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bichinha saiu do monte de lixo sem mãos para tanto embrulho: o azul aprisionado no garrafão vazio, o brilho cantante do cd quebrado, a prata dos fios de embrulho e o metalizado no papel de presente, o passado rack de uma caixinha de madeira, caloria de meio hamburger e a mordida interrompida no excesso, mil e uma utilidades e um grave erro de entrega em cada objeto feito sob medida para o cantinho que habitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(VI)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multado pela prefeitura, o caminhão do lixo teve trabalho pesado de manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6178610860105132871?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6178610860105132871/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6178610860105132871' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6178610860105132871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6178610860105132871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/12/boa-viagem.html' title='BOA VIAGEM'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5694005336946336097</id><published>2009-12-04T11:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T11:48:21.623-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM CORES PRIMITIVAS</title><content type='html'>O quadro Cena Campestre, um óleo sobre madeira de 27 x 36 cm, de Ernane Cortat, datado de 1986, é obra em estilo naïf de um artista relativamente pouco conhecido do público e do mercado. Seu paradeiro ignorado e informações desencontradas dão notícia de um destino trágico, entre a loucura e a morte por indigência, de febre, fome e frio. O quadro é pequeno e exuberante, ao mesmo tempo. Só depois que os olhos renunciam à vã tentativa de capturar num só relance a cena inteira, em sua abrangência cromática e narrativa, é que, de fato, ela se mostra no inumerável de seus signos dispostos sobre fundo preto. O observador situa-se aquém de um riacho de águas excessivamente azuis, embora os quatro quintos restantes de toda a composição se passem do outro lado, com acesso apenas por via de uma bucólica pontezinha de beirais brancos. O vasto painel de sociabilidade e trabalho no campo constitui o eixo principal, senão exclusivo, da narrativa. Olhando mais de perto, no entanto, o que parecia uma inumerável exposição de signos não o é senão pelo artifício da repetição e da inversão de sentidos e cores sobre um número limitado de figuras semelhantes: o pequeno rebanho de um gado malhado em branco e marrom, mais ou menos disperso pelo pasto; uma criação de galinhas brancas ciscando no terreiro fronteiro à construção mais ampla; o aglomerado de casinhas simples de porta-e-janela sugerindo um povoado e seus arredores; dois bosques pequenos de pinheiros de variadas cores numa paisagem de resto sem outra qualquer vegetação; três cata-ventos altos lembrando torres de transmissão; uma lua redonda e amarela no centro e ao alto, levantando-se por acima do bosque que emoldura o alto da paisagem; homens e mulheres em três situações distintas, uns carregando na cabeça grandes tabuleiros com frutas empilhadas, em formato piramidal, outros apoiando nos ombros o comprido cabo de uma enxada, e alguns ainda que embora não mostrem a ocupação no ir e vir constante, parecem consumidos em laboriosa faina. As cores emprestam à cena um ambiente de celebração e festa. Recolhido diretamente do acervo pessoal do autor, ali pelo início da década de 1990, o quadro aparece reproduzido na capa do primeiro livro de um poeta menor, publicado pelo Clube de Literatura Cromos, em Niterói-RJ, sob o título de Inventário de Tudo, sugerindo minuciosa descrição de bens, dedicado com palavras amorosas a uma Cleir do Valle, sincretismo de Eva bíblica, musa pagã e, a julgar pelo erotismo de alguns versos, mulher simplesmente, de carne e osso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5694005336946336097?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5694005336946336097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5694005336946336097' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5694005336946336097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5694005336946336097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/12/existir-em-cores-primitivas.html' title='EXISTIR EM CORES PRIMITIVAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5094238888876984702</id><published>2009-12-02T06:54:00.001-08:00</published><updated>2009-12-02T06:54:43.817-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR ECOANDO AZUIS</title><content type='html'>Marinho, celeste, azuis tão inconstantes... Não esse azul prático, laqueado e sem sombra na pintura dos automóveis. Não o pigmento primitivo e simples no tecido do verão, mas os falsos azuis. Azul da delicada estrela azulada que Gagarin viu primeiro na minúscula escotilha da Vostok (cujo nome a sabedoria popular imortalizou numa miríade de circos com trapezistas solteiras e palhaços tristes). O vago azul da nebulosa Crab, abismo de poeira e gases no espaço infinito, profundo azul marmóreo ecoando na superfície lunar, azul intangível na carne do peixe, cuja resistência mansa Mario encontrou na presença da amiga, sensual sem sexo. Um dia, num futuro não muito distante, talvez definitivamente, o sexo será azul. Como azuis restaram as madrugadas, no oco da memória, depois de uma viagem muito longa num ônibus todo azul, pouco antes do primeiro sol cruzar o céu de Itaperuna, em vias de azular, e o medo que trago comigo de jamais tornar a vê-las. O medo, cuja textura, aliás, também é azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5094238888876984702?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5094238888876984702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5094238888876984702' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5094238888876984702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5094238888876984702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/12/existir-ecoando-azuis.html' title='EXISTIR ECOANDO AZUIS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6901716683538507192</id><published>2009-11-30T12:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T12:20:25.980-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM NEGRO</title><content type='html'>Ou, para alguns, nem existir. Aprendi que o preto é ausência de cor e que ausência mistura-se com perda, confunde-se com luto, a face mais visível da dor por dentro e por fora. Também aprendi o quanto seduz o negro, pelo que não se mostra e pelo que obstinadamente quer mostrar, cultuando suas próprias cores no recesso da luz. É no escuro que o fotógrafo faz convergir seus varais em paralelas impossíveis. Na inflorescência dessas nenhumas cores lembrei de Cláudio; ele era assim, sedutoramente negro nas roupas e nos dentes, ensinando filosofia entre assovios nas cavernas míticas de nossas mentes obscuras, num período esplendorosamente trevoso daquelas vidas adolescentes, lá pelo final dos anos setenta. No alto das escadarias do ICHF, quase todo fim de tarde, lá estava ele, qual fênix negra recém chegada de indescritíveis tragédias ancestrais, reduplicando seus próprios temores, ao redor, ao longe e para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6901716683538507192?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6901716683538507192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6901716683538507192' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6901716683538507192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6901716683538507192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-negro.html' title='EXISTIR EM NEGRO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4318348118375091618</id><published>2009-11-24T05:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T05:42:34.968-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR ENTRE VIOLETAS</title><content type='html'>Que cor meus olhos procuram na cor violeta, para quem convergem menos tristes, feito olhar mais comprido, que direção partilham no osso do esquecimento? Violeta que é cor e flor, textura e perfume, adorno improvável naquelas tardes quentes do grupo escolar, a professora ainda tão jovem, tão franzina, sempre de pé! A turma atrevida, só de meninos, desafia e sustenta olhares. Meus olhos erram, e de má conduta encontram, sabem-se lá porque erros, aqueles minúsculos caminhos de sangue sob a superfície branca de suas pernas. Mergulhando em direção aos pés, prosseguindo no que se imagina para além da barra do vestido, quase imperceptível (não fora arteiros e curiosos olhares que procuram...), aquela floração de violetas sutis que demora alguns anos para vir, depois não cessa jamais de florar. Numa tarde daquelas, outra professora de castellana pele e autoridade, numa cidadezinha qualquer, aprendera La Violetera no rádio antigo, sob entusiástica e imaginária aprovação de Sarita Montiel, que lhe atira de intangível distância um pequeno ramo de violetas naturais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4318348118375091618?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4318348118375091618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4318348118375091618' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4318348118375091618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4318348118375091618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-entre-violetas.html' title='EXISTIR ENTRE VIOLETAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-9094421717402414072</id><published>2009-11-22T04:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T04:06:25.746-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM ARCO-ÍRIS</title><content type='html'>A pele muita branca e muito fina, que cor restaria depois de um dia tão intensamente solar como aquele? Encontrei por acaso um clip do Marmelade tocando Rainbow, com aquela arte dos anos 70 que relativiza o tempo, tão psicodelicamente próximo e diverso de você agora, tão incomensuravel a distância entre as estrelas nas duas pontas do arco-íris, deve ter rodado no Jornal Hoje. O presente é psicodélico neste admirável mundo novo. O que faria os camponeses de Thomas Muentzer tomarem para a si a bandeira do arco-iris que não outra crença fantástica numa nova era? Quando metade do céu ainda está escuro da chuva que não cessou de cair e você se posiciona do lado claro do dia, então você vê: o vermelho é a luz, laranja cura, amarelo é o próprio sol, o verde é a calma, azul é arte e lilás espírito. Saiu cedo de casa, na verdade, antes que pudesse constatar o que já se esperava, o que já se sabia desde que a moça do tempo disse e avisou no jornal. O que há de comum entre o gay pride e as demandas de internacionalismo e unidade dos povos além de seus símbolos? A moça do tempo de fato alertou, sobretudo aos de pele muito fina e muito branca: protejam-se do que vem mais além do arco-íris e não é pote de ouro, nem estrela pontiaguda e fria. Protejam-se daquilo que sobeja e se espalha à velocidade da luz, protejam-se do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-9094421717402414072?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/9094421717402414072/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=9094421717402414072' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/9094421717402414072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/9094421717402414072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-arco-iris.html' title='EXISTIR EM ARCO-ÍRIS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3605658108732760793</id><published>2009-11-21T08:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T04:05:16.763-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM LISTAS VERMELHO E PRETO</title><content type='html'>O árbitro autorizou o início da partida. Muita gente à beira do gramado, como sempre aliás, fez atrasar em não menos que cinco minutos o pontapé inicial. O primeiro toque curtinho do meia ao avante e o avante, num largo movimento das pernas compridas, atrasou a bola até o zagueiro que despachou para o ataque. Depois de um começo estupendo, nenhum dos dois times atravessava um bom momento no campeonato, acumulando insucessos renitentes e consecutivos. A bem da verdade, o coração dele batia mesmo por outras cores e outros nomes, mas futebol é futebol, sabe como é, bom de assistir quase sempre, independentemente do jogo. Sua paixão, aliás, embalada em vivas e inebriantes tonalidades rubronegras, vinha em forte ascensão rumo às primeiras posições, quiçá ao título do campeonato. Fato que por si mesmo tornava qualquer outra partida particularmente interessante já que, por uma combinação ainda que remota de resultados, uma imprevisível e conspirativa aceleração de partículas aproveitaria o vácuo entre cada posição e suas adjacências mais imediatas, para resultar, finalmente, num sobe-e-desce de dar nos nervos mais serenos (como o do frio cientista social acostumado às nervosas flutuações micro e macro-econômicas e já arrependido de ter sucumbido, por vaidade ou não, à conjunção de forças que o levou à presidência do clube alviverde, agora exposto a um retumbante fracasso). Aos trinta e oito minutos sairia o primeiro gol (ainda viriam dois outros em sentido contrário). O ala foi lançado pela direita numa bola estranhamente precisa, dessas que parecem ter velocidade positiva e aceleração contrária, quando você jura que vai sair pela linha de fundo ela perde força e quica inteira à disposição do atacante; então o ala bateu com a canhota, a bola ricocheteou na zaga e foi morrer no fundo do barbante. Duas horas e três minutos mais velho, pensando aproximadamente as mesmas coisas sobre o amor e os valores intrínsecos à realização das potencialidades mais fundamentais do gênero humano; sobre a beleza da vida e a inexorabilidade líquida e certa da morte; já indiferente ao tempo do jogo que a crônica esportiva estenderia, certamente, até a realização da próxima partida, qualquer outra partida, indiferente ao próprio tempo consumado em gratuidade e abundância, desligou o aparelho de televisão e abandonou a sala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3605658108732760793?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3605658108732760793/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3605658108732760793' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3605658108732760793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3605658108732760793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-listas-vermelho-e-preto.html' title='EXISTIR EM LISTAS VERMELHO E PRETO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5051982273698784706</id><published>2009-11-20T06:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T06:43:02.893-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM FURTA-COR</title><content type='html'>Ando investindo numa estratégia de captura do tempo, o tempo mesmo, que no estágio atual das minhas buscas se parece com o predomínio sincero de uma cor. Tentei sépia, uma cor que é matriz na impressão de cores; arrisquei o preto e branco, essa disposição de todas e nenhuma cor na elegância precisa dos contrastes; estou tentando a cor difusa, a cor diversa e singular, cambiante segundo a intensidade e a direção da luz, que não é todas ou nenhuma e talvez nem mesmo seja uma cor: a falsa ou o furta-cor. Sim, porque o tempo também oscila na veloz intensidade da luz, entre sentidos que os sujeitos produzem para as coisas, seus lugares, colorindo-se todo de furta-vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5051982273698784706?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5051982273698784706/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5051982273698784706' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5051982273698784706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5051982273698784706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-furta-cor.html' title='EXISTIR EM FURTA-COR'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-202342077711463050</id><published>2009-11-19T05:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T05:10:21.708-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM BRANCO E PRETO</title><content type='html'>Nas paredes do prédio antigo o restaurador encontrou cinco camadas sucessivas de tinta sobre a pintura original. Entre a terceira e a quarta eles estavam lá, faz muito tempo. Os nomes ecoando por dentro, a gritaria das crianças levando adiante o domingo, a cozinha temperando com cheiro próprio o aroma da família, os velhos que não se animavam a descer (não fazia frio), as sensações comuns, os pequenos sentimentos ou a falta deles, coisa que a indiferença de viver enquanto vivemos deposita no tempo que vai passando, o sofrimento quando a doença aproximou do fim e o fim mesmo, a ausência de tudo depois que acabou e os novos moradores mudaram enfim a cor das paredes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-202342077711463050?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/202342077711463050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=202342077711463050' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/202342077711463050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/202342077711463050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-branco-e-preto.html' title='EXISTIR EM BRANCO E PRETO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-2121779323809548754</id><published>2009-11-18T11:05:00.001-08:00</published><updated>2009-11-18T11:05:56.026-08:00</updated><title type='text'>EXISTIR EM SÉPIA</title><content type='html'>As coisas tiveram seus usos antes do estado em que agora se encontram. As pessoas consumiram-se em vivências e histórias, grandes ou mesquinhas. Os lugares também, habitados ou dispostos ao sabor de incertas ocupações. Os velhos foram jovens outrora, cometeram tolices, disseram bobagens com seriedade e suspense e emoção. Os lugares, só porque foram ocupados algum dia, ocultam secretamente um grampo na fresta do assoalho, a antiga moeda submersa na poeira junto ao rodapé, uma carta de santo com a efígie para baixo, do outro lado a oração que evoca os poderes de sua interseção precisa na ordem do divino. Os que vêm depois inventam outra ordem para os lugares e suas coisas, nesse meu caos pessoal. Envelhecer é uma viagem sem volta à estação nostalgia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-2121779323809548754?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/2121779323809548754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=2121779323809548754' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2121779323809548754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2121779323809548754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/existir-em-sepia.html' title='EXISTIR EM SÉPIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5259977146642714126</id><published>2009-11-12T15:39:00.001-08:00</published><updated>2009-11-12T15:42:20.678-08:00</updated><title type='text'>DIETA ZEN</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(pro Fernando)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lênin defendeu recuo tático&lt;br /&gt;e avanços estratégicos&lt;br /&gt;um passo atrás, dois à frente&lt;br /&gt;Boff preferiu o silêncio obsequioso&lt;br /&gt;um passo com mil&lt;br /&gt;a mil passos com um&lt;br /&gt;Buda ensinou, o budismo&lt;br /&gt;desde então vem aprendendo&lt;br /&gt;a trilhar com fé o caminho do meio&lt;br /&gt;vida, ritualizar nem sempre será&lt;br /&gt;uma opção pelos extremos&lt;br /&gt;– só tristeza, só melancolia –&lt;br /&gt;uma porção de chocolate&lt;br /&gt;um torrão de açúcar&lt;br /&gt;ah, felicidade e saúde e energia&lt;br /&gt;no caminho da sabedoria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5259977146642714126?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5259977146642714126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5259977146642714126' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5259977146642714126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5259977146642714126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/dieta-zen_12.html' title='DIETA ZEN'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4820864677218860239</id><published>2009-11-06T17:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T17:19:56.649-08:00</updated><title type='text'>FARÓIS FUTURISTAS</title><content type='html'>olhe ao largo com os olhos do tempo&lt;br /&gt;a mocinha de vestido justo, o rapaz&lt;br /&gt;tatuado de bermuda e cabelo de veludo&lt;br /&gt;os automóveis flamejantes, a claridade&lt;br /&gt;lunar de um sol de verão, quase verão&lt;br /&gt;miríades de barraquinhas multicoloridas&lt;br /&gt;derramadas na areia em camboinhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vestidinho justo entra e sai de moda&lt;br /&gt;os carros oxidam sujos no desmanche&lt;br /&gt;barbatanas e bermudas fósseis, tatuís&lt;br /&gt;suicidas, tattoos naufragam em rugas&lt;br /&gt;novas ondas ao largo das estações&lt;br /&gt;o sol de verão descolore em sépia&lt;br /&gt;camboinhas são os olhos de um peixe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4820864677218860239?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4820864677218860239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4820864677218860239' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4820864677218860239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4820864677218860239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/farois-futuristas.html' title='FARÓIS FUTURISTAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6887513125354768337</id><published>2009-11-04T14:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T14:23:46.089-08:00</updated><title type='text'>GOSTAR DE SI</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(pro Maurício)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;maneiras simples de gostar de si&lt;br /&gt;dar um tempo pras fichas todas caírem&lt;br /&gt;devorar um livro sem se importar com a fome&lt;br /&gt;do que, comprar uma roupa mais cara que&lt;br /&gt;o salário e não ter onde ir nem planos&lt;br /&gt;desperdiçar as horas, perdulário&lt;br /&gt;com o tempo que, tudo bem&lt;br /&gt;anda escasso, não tomar&lt;br /&gt;banho todos os dias&lt;br /&gt;achar-se perdido&lt;br /&gt;e namorando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6887513125354768337?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6887513125354768337/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6887513125354768337' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6887513125354768337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6887513125354768337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/gostar-de-si.html' title='GOSTAR DE SI'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-657997955796138892</id><published>2009-11-02T08:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T08:01:15.605-08:00</updated><title type='text'>FINADOS</title><content type='html'>este ano promete chover&lt;br /&gt;é finados – e a memória da chuva&lt;br /&gt;como o doce das frutas que estão passando&lt;br /&gt;do tempo, dorme na promessa&lt;br /&gt;em arco que se renova&lt;br /&gt;e cumpre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-657997955796138892?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/657997955796138892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=657997955796138892' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/657997955796138892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/657997955796138892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/finados.html' title='FINADOS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5663183355671458463</id><published>2009-11-01T12:28:00.001-08:00</published><updated>2009-11-06T17:21:35.153-08:00</updated><title type='text'>RUA DA AJUDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1. fale conosco&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;senhor Alguém:&lt;br /&gt;há sete meses&lt;br /&gt;estou tentando&lt;br /&gt;essa certidão&lt;br /&gt;que não vem&lt;br /&gt;(ass: Ninguém)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ilmo Ninguém:&lt;br /&gt;que são sete&lt;br /&gt;meses se há quem&lt;br /&gt;espere mais&lt;br /&gt;sete vezes&lt;br /&gt;(ass: Alguém)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sete vezes sete&lt;br /&gt;eu no lucro; você, me diga&lt;br /&gt;é blefe ou mentira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. São Judas Tadeu&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;senhora, senhorita&lt;br /&gt;trato como a burocracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desacatar cidadão&lt;br /&gt;no exercício civil&lt;br /&gt;roubar-lhe o sono&lt;br /&gt;na madrugada&lt;br /&gt;propor ruídos, pesadelos&lt;br /&gt;sobrecarrega das funções cardíacas&lt;br /&gt;despertar furores e indignação&lt;br /&gt;não é crime?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sujeita o infrator&lt;br /&gt;a trabalhos forçados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dona burocracia&lt;br /&gt;a senhora teria&lt;br /&gt;intimidade?&lt;br /&gt;quem sabe&lt;br /&gt;juizado, foro íntimo&lt;br /&gt;relicário pras causas difíceis?&lt;br /&gt;acaso teria&lt;br /&gt;poesia&lt;br /&gt;sentimento do mundo&lt;br /&gt;fé, medo do eterno e mandinga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a senhora fuma, um cigarro&lt;br /&gt;antes ou depois?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5663183355671458463?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5663183355671458463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5663183355671458463' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5663183355671458463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5663183355671458463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/11/rua-da-ajuda_01.html' title='RUA DA AJUDA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-7502432493340002100</id><published>2009-10-26T05:03:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T05:03:42.350-07:00</updated><title type='text'>DE VOLTA AO COMEÇO</title><content type='html'>vejo o retorno logo adiante&lt;br /&gt;saindo à esquerda, numa&lt;br /&gt;transversal do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não posso sair, no entanto&lt;br /&gt;desse lugar que está em mim&lt;br /&gt;como num sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desse tempo também&lt;br /&gt;desse instantâneo, esse rosto&lt;br /&gt;feliz no retrovisor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-7502432493340002100?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/7502432493340002100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=7502432493340002100' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/7502432493340002100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/7502432493340002100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/10/de-volta-ao-comeco.html' title='DE VOLTA AO COMEÇO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-8813564132858823981</id><published>2009-10-19T07:16:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T07:19:01.544-07:00</updated><title type='text'>GUARDADOR DE OUTROS REBANHOS</title><content type='html'>O gol olímpico do Petkóvic&lt;br /&gt;saúda o Rio, o que corre em mim&lt;br /&gt;em flamenguíssima linguagem própria:&lt;br /&gt;o Pão de Açúcar é o Olimpo, enfim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-8813564132858823981?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/8813564132858823981/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=8813564132858823981' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8813564132858823981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8813564132858823981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/10/guardador-de-ouros-rebanhos.html' title='GUARDADOR DE OUTROS REBANHOS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-2138306896238349538</id><published>2009-10-09T14:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T03:12:45.868-07:00</updated><title type='text'>DIA DE FÚRIA</title><content type='html'>chamar a mim todas as mazelas&lt;br /&gt;do mundo, desafiar com elas&lt;br /&gt;o músculo frouxo dos magricelas&lt;br /&gt;o hímen roto das donzelas&lt;br /&gt;o coxo Adão, a mística costela&lt;br /&gt;e devolver sem culpa&lt;br /&gt;rima ou seqüela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-2138306896238349538?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/2138306896238349538/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=2138306896238349538' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2138306896238349538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2138306896238349538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/10/dia-de-furia.html' title='DIA DE FÚRIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4313110913186882321</id><published>2009-10-04T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T10:12:14.621-07:00</updated><title type='text'>MAR TATUADO</title><content type='html'>– mar é macho, não é&lt;br /&gt;lagoa (elas dizem, seduzidas)&lt;br /&gt;quebra pedras, joga-se, musculoso&lt;br /&gt;contra o arrimo dos muros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mar é brabo, bicho solto&lt;br /&gt;põe medo só de ver&lt;br /&gt;tira onda, violenta, faz espuma&lt;br /&gt;(elas não querem pra si)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;insinua línguas, obsceno&lt;br /&gt;(excitadas, regurgitam marés)&lt;br /&gt;mar é macho, e no entanto&lt;br /&gt;ressaqueado menstrua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4313110913186882321?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4313110913186882321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4313110913186882321' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4313110913186882321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4313110913186882321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/10/mar-tatuado.html' title='MAR TATUADO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-2971253190458538605</id><published>2009-10-03T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T17:50:20.977-07:00</updated><title type='text'>MEIA VERDADE</title><content type='html'>foram-se as paixões, restaram&lt;br /&gt;o tempo de esperar que não se fossem&lt;br /&gt;e o medo que retornassem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o medo e o tempo diluindo tudo na claridade&lt;br /&gt;azulada de um dia feliz de domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo e o medo, expressos&lt;br /&gt;tão simples e indescritivelmente comuns&lt;br /&gt;que já nem sei desdizer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-2971253190458538605?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/2971253190458538605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=2971253190458538605' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2971253190458538605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2971253190458538605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/10/meia-verdade.html' title='MEIA VERDADE'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4335823543548105950</id><published>2009-09-30T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T15:54:25.450-07:00</updated><title type='text'>DEDICATÓRIA</title><content type='html'>de onde venho senão daqui&lt;br /&gt;da solidão descontínua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que faço além de entreter&lt;br /&gt;no silêncio, a calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a fera e o texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sou mais do que este&lt;br /&gt;cujo verso me dedica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4335823543548105950?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4335823543548105950/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4335823543548105950' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4335823543548105950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4335823543548105950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2009/09/dedicatoria.html' title='DEDICATÓRIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3223161277823463815</id><published>2008-02-01T04:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T04:19:53.334-08:00</updated><title type='text'>PÁSSARO NOVO</title><content type='html'>Antes que o dia se faça&lt;br /&gt;por inteiro, e a bola do sol devore&lt;br /&gt;as promessas do lusco-fusco&lt;br /&gt;nas manhãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que se dissolva&lt;br /&gt;esse pênsil mar de espumas,&lt;br /&gt;a escuridão guarde os brinquedos,&lt;br /&gt;que se faça o ponderável&lt;br /&gt;dos olhos tomarem&lt;br /&gt;seu posto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pousa o pássaro&lt;br /&gt;de traje novo,&lt;br /&gt;cantor da minha rua&lt;br /&gt;Suspende por um instante&lt;br /&gt;o piu-piu dos passarinhos, a frase&lt;br /&gt;intacta dos bem-te-vis,&lt;br /&gt;o cráa cráa&lt;br /&gt;das ararinhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se apresenta e&lt;br /&gt;logo voa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada nos dicionários,&lt;br /&gt;registro algum na memória&lt;br /&gt;dos meus arquivos&lt;br /&gt;sonoros&lt;br /&gt;Sou só cuidado,&lt;br /&gt;de olhos e ouvidos,&lt;br /&gt;me apuro no esquecimento&lt;br /&gt;e assim contemplando pássaros&lt;br /&gt;descubro esse sortilégio&lt;br /&gt;(de minha mãe)&lt;br /&gt;nas manhãs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3223161277823463815?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3223161277823463815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3223161277823463815' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3223161277823463815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3223161277823463815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/02/pssaro-novo.html' title='PÁSSARO NOVO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-8452488143839951395</id><published>2008-01-20T04:14:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T04:15:21.394-08:00</updated><title type='text'>IMERECIMENTO</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;p/ o Poppe&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade é metal precioso, é luxo&lt;br /&gt;eterno, enquanto nós, andarilhos&lt;br /&gt;de nós mesmos, ensaiamos&lt;br /&gt;um passo adiante...&lt;br /&gt;Eia, maltrapilhos, mendigando&lt;br /&gt;a moeda tempo, insatisfeitos&lt;br /&gt;(menos sobra quanto mais se apura)&lt;br /&gt;Bem lá no fundo dessa&lt;br /&gt;ridícula finitude,&lt;br /&gt;seres sós, metal vulgar,&lt;br /&gt;definitivamente, amigo, ah!&lt;br /&gt;não fomos feitos para a amizade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-8452488143839951395?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/8452488143839951395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=8452488143839951395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8452488143839951395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8452488143839951395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/imerecimento.html' title='IMERECIMENTO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6413818386028236958</id><published>2008-01-18T04:43:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T04:44:59.668-08:00</updated><title type='text'>O AVIÃO</title><content type='html'>Nem ronco nem nada&lt;br /&gt;no silêncio altíssimo da noite&lt;br /&gt;O avião, como um ovni, cruza o caminho&lt;br /&gt;congestionado de estrelas&lt;br /&gt;rumo a Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem lá&lt;br /&gt;que se afasta de mim?&lt;br /&gt;O avião, talvez,&lt;br /&gt;num adensamento de luz&lt;br /&gt;e sombra, que na distância se perde&lt;br /&gt;(desaparece aqui, surge acolá)&lt;br /&gt;envolto na escuridão&lt;br /&gt;Sim, o avião, e mais nada&lt;br /&gt;e nada sei de&lt;br /&gt;Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vem lá&lt;br /&gt;desconhecido de mim?&lt;br /&gt;O cavalheiro que dorme, a bolsa&lt;br /&gt;de mão nas algemas,&lt;br /&gt;a moça que sonha outro sonho&lt;br /&gt;alheio às estrelas,&lt;br /&gt;a senhora que não quer&lt;br /&gt;nem pouso, nem decolagem&lt;br /&gt;(mais chegadas e partidas&lt;br /&gt;por saber e olvidar)&lt;br /&gt;Todos e nenhum&lt;br /&gt;sem saber de&lt;br /&gt;Pequim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião, contrário&lt;br /&gt;à direção de mim, até sumir&lt;br /&gt;Inútil buscar, com esses&lt;br /&gt;pés de Mercúrio,&lt;br /&gt;vestígios do que enfim se perdeu,&lt;br /&gt;suspenso do chão: aqui ou&lt;br /&gt;lá, ó deus dos ladrões,&lt;br /&gt;o mesmo vôo ermo de passageiros,&lt;br /&gt;a mesma ambígua memória&lt;br /&gt;de ovnis e estrelas e,&lt;br /&gt;não sei por que,&lt;br /&gt;também de&lt;br /&gt;Pequim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6413818386028236958?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6413818386028236958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6413818386028236958' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6413818386028236958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6413818386028236958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/o-avio.html' title='O AVIÃO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-10751622524702729</id><published>2008-01-17T02:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T02:50:03.773-08:00</updated><title type='text'>CASA PATERNA</title><content type='html'>Itaperuna é longe&lt;br /&gt;Mais longe ainda imaginar&lt;br /&gt;a cidade sem a esquina&lt;br /&gt;e as histórias do sobrado antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do acordar ao deitar-se,&lt;br /&gt;uma história diurna de segredos&lt;br /&gt;e medos; outra intemporal&lt;br /&gt;e noturna, entre o adormecer e o milagre&lt;br /&gt;de se pôr uma vez mais de pé,&lt;br /&gt;rompendo a escuridão&lt;br /&gt;Histórias tão diferentes, das coisas&lt;br /&gt;e seus nomes,&lt;br /&gt;dos lugares, seus achados e perdidos,&lt;br /&gt;na experiência nômade&lt;br /&gt;de cada um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um osso de frango,&lt;br /&gt;fóssil esquecido na poeira,&lt;br /&gt;desvelado ali, no sábado, em que&lt;br /&gt;se afasta o guarda-roupa&lt;br /&gt;O número do telefone ganhando&lt;br /&gt;um dígito por década&lt;br /&gt;A mobília, que nunca soube o que é&lt;br /&gt;mudança, indispensável, posse&lt;br /&gt;ancestral da família&lt;br /&gt;A pilha perfumada de toalhas e lençóis,&lt;br /&gt;sem ranhuras e sem câimbras,&lt;br /&gt;aguardando uso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes são outra história,&lt;br /&gt;herança grega, herança de Ibéria,&lt;br /&gt;projetos inefáveis articulando&lt;br /&gt;a cósmica vogal inicial,&lt;br /&gt;o sagrado graal&lt;br /&gt;em decúbito, desde sempre inscrito&lt;br /&gt;no nada, quebrado pelas pias&lt;br /&gt;promessas de cura,&lt;br /&gt;pelas misturas de favor&lt;br /&gt;e fervor, na graça divina,&lt;br /&gt;e os novíssimos nomes de agora,&lt;br /&gt;quase sem história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaperuna, tão longe,&lt;br /&gt;tão perto, eis tudo que restou,&lt;br /&gt;embaciado num hálito de mistério:&lt;br /&gt;este lar paterno&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-10751622524702729?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/10751622524702729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=10751622524702729' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/10751622524702729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/10751622524702729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/casa-paterna.html' title='CASA PATERNA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5481940457845949139</id><published>2008-01-14T05:04:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T18:28:41.847-08:00</updated><title type='text'>BLITZ</title><content type='html'>O sol custou a render-se&lt;br /&gt;ao mar de Atafona&lt;br /&gt;Também queria assistir a Blitz&lt;br /&gt;e no aço do espelho da tarde&lt;br /&gt;refletir seu se-pôr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão no balneário é sempre assim,&lt;br /&gt;uma densidade escura de peles,&lt;br /&gt;as águas procurando o verde&lt;br /&gt;e uma claridade só&lt;br /&gt;de horizonte&lt;br /&gt;sem nuvens&lt;br /&gt;O Paraíba fica logo ali, na curva&lt;br /&gt;do vento,&lt;br /&gt;o Paraíba, rio&lt;br /&gt;que o mar não dobra,&lt;br /&gt;que tinge todo de si a resignação&lt;br /&gt;morena das ondas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músicos nunca esperam&lt;br /&gt;a gente, mais que o mar de Atafona&lt;br /&gt;Serão Índios?&lt;br /&gt;Serão Quilombolas?&lt;br /&gt;Caras-pálidas, sinhozinhos&lt;br /&gt;e sinhás necessitam de filtro 50&lt;br /&gt;de proteção&lt;br /&gt;e querem tocar o público,&lt;br /&gt;querem fotografias,&lt;br /&gt;chapéus, bugigangas, souvenires&lt;br /&gt;de lembrança&lt;br /&gt;Dirão depois que estiveram bem&lt;br /&gt;ali onde outrora existiu&lt;br /&gt;o Pontal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Blitz assistia a tudo,&lt;br /&gt;quem viu viverá&lt;br /&gt;O sol se recusa baixar a cena,&lt;br /&gt;comovido e talvez um pouco alto,&lt;br /&gt;o sol, no ritmo da Blitz,&lt;br /&gt;batendo breve&lt;br /&gt;seu tambor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5481940457845949139?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5481940457845949139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5481940457845949139' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5481940457845949139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5481940457845949139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/blitz.html' title='BLITZ'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-8853496480499260847</id><published>2008-01-11T03:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-11T03:11:25.083-08:00</updated><title type='text'>ARARINHAS</title><content type='html'>Cráa cráa&lt;br /&gt;Aguardo a chegada&lt;br /&gt;das ararinhas&lt;br /&gt;São duas, serão&lt;br /&gt;sempre as mesmas?&lt;br /&gt;Pouco sei dos pássaros,&lt;br /&gt;de seu concurso de cores e cantos,&lt;br /&gt;se são fortes, se são frágeis&lt;br /&gt;e mortais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cráa cráa&lt;br /&gt;chegaram as ararinhas,&lt;br /&gt;quantas serão?&lt;br /&gt;Pelo canto, uma;&lt;br /&gt;pelo vôo, todas em déjà vu&lt;br /&gt;o corpo esguio e as asas-tesoura&lt;br /&gt;posto que o movimento&lt;br /&gt;modifica os seres:&lt;br /&gt;o que é pesado em leve&lt;br /&gt;o que é extenso em curto&lt;br /&gt;o que é bastante&lt;br /&gt;em legião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cráa cráa partiram&lt;br /&gt;as ararinhas das outras manhãs,&lt;br /&gt;de todas, de nenhuma,&lt;br /&gt;que as manhãs&lt;br /&gt;a ninguém pertence&lt;br /&gt;nem a pássaros&lt;br /&gt;nem a gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram duas&lt;br /&gt;as ararinhas,&lt;br /&gt;contando em seu vôo&lt;br /&gt;e canto, no viveiro&lt;br /&gt;da minha rua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-8853496480499260847?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/8853496480499260847/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=8853496480499260847' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8853496480499260847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8853496480499260847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/ararinhas.html' title='ARARINHAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4008452553308966135</id><published>2008-01-03T03:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T03:51:30.008-08:00</updated><title type='text'>NERUDA E O MEMORIAL DE ISLA NEGRA (Memória, muito apropriadamente)</title><content type='html'>Descoberta ou reinvenção de si? A diferença, existindo, ali se inscreve entre a fabricação coetânea, que ocorre em seu próprio tempo, e todas as outras definitivas, &lt;em&gt;por supuesto&lt;/em&gt;, plantadas na irrevogável e arbitrária autoridade do presente, para todo o sempre, presente. O sujeito nunca foi o que pensa que foi, mas será para si o que acredita ter sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta de si, identidade marítima sobre os restos de uma compulsória paisagem natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e quando o mar de então&lt;br /&gt;inclinou-se como torre ferida,&lt;br /&gt;incorporou-se encrespado de fúria,&lt;br /&gt;eu saí dessas raízes,&lt;br /&gt;cresceu em mim a pátria,&lt;br /&gt;foi rompida a unidade da madeira:&lt;br /&gt;o cárcere do bosque&lt;br /&gt;abriu uma porta verde&lt;br /&gt;por onde entrou a onda com o seu estrondo&lt;br /&gt;minha vida estendeu-se&lt;br /&gt;com um golpe do mar, em pleno espaço.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta de si, comprometimento, um certo comprometimento, talvez impolítico ainda, com as causas hemisféricas e as lutas do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, daquele momento,&lt;br /&gt;desses passos perdidos,&lt;br /&gt;da confusa solidão e do medo,&lt;br /&gt;e dessas trepadeiras,&lt;br /&gt;do cataclismo verde sem saída,&lt;br /&gt;voltei com o segredo:&lt;br /&gt;então, somente ali pude sabê-lo,&lt;br /&gt;pela escarpada margem desta febre,&lt;br /&gt;ali, na luz sombria,&lt;br /&gt;decidiu-se meu pacto&lt;br /&gt;com a terra.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta de si, amoroso e amante, desde a tenra e macia idade de uma merenda escolar que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tudo muda:&lt;br /&gt;algo girou no céu,&lt;br /&gt;desprendeu-se uma estrela&lt;br /&gt;ou palpitou a terra&lt;br /&gt;em tua camisa,&lt;br /&gt;algo incrível misturou-se à tua argila&lt;br /&gt;e começou o amor a te devorar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta sexual de si, seduzido e sentenciado pelas meninas &lt;em&gt;com voz de pequenas violas ainda escondidas&lt;/em&gt;, sem saber se foi ou não foi, por si próprio ou levado... quem há de saber,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eu senti que mudava&lt;br /&gt;algo&lt;br /&gt;no meu sangue&lt;br /&gt;e que me subia à boca,&lt;br /&gt;às minhas mãos,&lt;br /&gt;uma elétrica&lt;br /&gt;flor,&lt;br /&gt;faminta&lt;br /&gt;e pura&lt;br /&gt;do desejo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta também poética de si, essas coisas que fazem do homem um homem, um desses que sendo tão qualquer outro, tocado pelo inominado e sem rosto, saído de um lugar ignorado, atravessa a rua e de repente não é mais: escreveu a primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu, um mínimo ser,&lt;br /&gt;ébrio do vazio enorme&lt;br /&gt;constelado,&lt;br /&gt;à semelhança, à imagem&lt;br /&gt;do mistério,&lt;br /&gt;senti-me parte pura&lt;br /&gt;desse abismo,&lt;br /&gt;girei com as estrelas,&lt;br /&gt;meu coração se desatou no vento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta profunda de si, para si somente, e mais ninguém. Mas, como? Como se, já sendo tantos, pode a unidade inegociavelmente emergir na fala egoísta que não se doa nem se transfere? Colado às sombras do muro, um homem quase se completa, mas, não, ainda não: percebe-se invisível, intocável porque tímido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e fiquei magro, hostil como uma lança,&lt;br /&gt;sem escutar ninguém&lt;br /&gt;- porque eu é que impedia –&lt;br /&gt;encerrado&lt;br /&gt;como a voz de um cachorro ferido&lt;br /&gt;desde o fundo de um poço.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neruda não nasceu ainda no tempo de dentro do poema, já nascido naquele que o circunscreve e faz chorar o poeta, comovido, na descoberta de si. Descoberta que não serve ao passado, senão que projeta-se, imponderável, rumo ao futuro. Isto é memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4008452553308966135?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4008452553308966135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4008452553308966135' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4008452553308966135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4008452553308966135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/neruda-e-o-memorial-de-isla-negra.html' title='NERUDA E O MEMORIAL DE ISLA NEGRA (Memória, muito apropriadamente)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-7381537936865869498</id><published>2008-01-02T09:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T09:22:30.842-08:00</updated><title type='text'>Fragmentos de um discurso de Ano Novo</title><content type='html'>Conservar a vida&lt;br /&gt;Cuidar do corpo e da mente&lt;br /&gt;Correr menos, desacelerar&lt;br /&gt;Nunca antecipar, sobretudo problemas&lt;br /&gt;(a cada um o seu próprio tempo)&lt;br /&gt;Reconsiderar, fazer as pazes com o dinheiro&lt;br /&gt;Tolerar, e ainda tolerar sem resignação&lt;br /&gt;Aumentar minha fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar o café da manhã&lt;br /&gt;(sempre mais do quanto for possível beber)&lt;br /&gt;Desconfiar que o problema da bebida&lt;br /&gt;é a freqüência e a moderação&lt;br /&gt;(que não sou alcoólatra)&lt;br /&gt;Parar com o que não serve&lt;br /&gt;e o que serve, guardar&lt;br /&gt;(até quando?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugir de lugares-comuns&lt;br /&gt;no próximo discurso de Ano Novo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-7381537936865869498?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/7381537936865869498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=7381537936865869498' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/7381537936865869498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/7381537936865869498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2008/01/fragmentos-de-um-discurso-de-ano-novo.html' title='Fragmentos de um discurso de Ano Novo'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4141069640270351599</id><published>2007-10-12T11:13:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T11:14:21.542-07:00</updated><title type='text'>REDUZIDO A PÓ</title><content type='html'>Rajadas do que não farei&lt;br /&gt;Do que, necessário e urgente, nunca farei,&lt;br /&gt;nem que a vida fosse prensada e expandida na porrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linhas de força cortando a carne, e os desejos da carne,&lt;br /&gt;um desejo comendo a inerme carne e sem desejos&lt;br /&gt;que, não importa, não satisfarei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo magnético, o verso e o reverso&lt;br /&gt;Minha vida de ponta a cabeça, os pés pelas mãos, os anéis&lt;br /&gt;e os dedos, buraco negro, espiral que a tudo sorve (onde fica a saída?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tsuname chamado ansiedade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4141069640270351599?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4141069640270351599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4141069640270351599' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4141069640270351599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4141069640270351599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/10/reduzido-p.html' title='REDUZIDO A PÓ'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6797908935991631082</id><published>2007-10-11T19:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T19:59:41.466-07:00</updated><title type='text'>SÊNECA</title><content type='html'>para onde penso que estou indo&lt;br /&gt;com esse meu ar de homem ocupado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só a filosofia compensa, ultrapassa o tempo,&lt;br /&gt;reconcilia o homem consigo mesmo&lt;br /&gt;e o prepara para morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penso em viver, quando não&lt;br /&gt;em morrer de ri&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6797908935991631082?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6797908935991631082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6797908935991631082' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6797908935991631082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6797908935991631082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/10/sneca.html' title='SÊNECA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3035064873224701535</id><published>2007-10-04T19:25:00.001-07:00</published><updated>2007-10-04T19:25:45.011-07:00</updated><title type='text'>INFÂNCIA</title><content type='html'>Há quem diga que a experiência finita do tempo dentro da vida, esse sentimento em tudo diluído de impermanência distinguindo no amanhã o ontem, fincado embora na emergência do hoje, deixando os anéis que sempre se vão escapar entre os dedos, nunca que os mesmos dedos já exilados de anéis, Há quem diga que se chama lembrança, o mesmo que saudade, ou melhor, que deixar-se morrer devagar e aos poucos. Minha melhor lembrança é de não pensar, na infância, que morreria algum dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3035064873224701535?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3035064873224701535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3035064873224701535' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3035064873224701535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3035064873224701535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/10/infncia.html' title='INFÂNCIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-212896203134910517</id><published>2007-10-03T20:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T20:47:05.997-07:00</updated><title type='text'>OS PÃES E OS DIAS</title><content type='html'>Pretende Neruda que esperemos, posto que Há outros dias que não têm chegado ainda, que estão fazendo-se como o pão. Há porém os dias que de tanto fazerem-se estão prontos. Chegaram há pouco da fábrica dos dias que virão, fresquinhos e ainda na caloria que emana do esforço de fazer-se, de presente para os que trabalhamos, às vezes sem saber, na fabricação do que fica pronto e do que continua fazendo-se, como esse dia agora, dia coisa precisa, dia pronto de Pedro, de Pedro Calminho, Pedro Zen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-212896203134910517?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/212896203134910517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=212896203134910517' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/212896203134910517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/212896203134910517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/10/os-pes-e-os-dias.html' title='OS PÃES E OS DIAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-1934442694505191473</id><published>2007-10-01T17:17:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T17:21:30.018-07:00</updated><title type='text'>UMBIGO DO MUNDO</title><content type='html'>E se o umbigo do mundo fosse cada coisa que existe, a que nos prenderia ou do que nos privaria? Se o umbigo do mundo fossem os pés, que caminhos percorrer descalços, que passos andar, meditando em silêncio, ou tal como Alice interrogando o gato, perguntar Que caminho devo seguir para sair daqui? E se o umbigo do mundo fossem as unhas? Haveria grande virtude no retirar as farpas e no espremer espinhas, e grande desprezo no cuspir as lascas arrancadas pelos dentes. E se o umbigo do mundo fossem as orelhas? Para esquecer aparelhos vermelhos, auscultar pulsos de pássaros, instalar internet e telefones mudos. E se o umbigo do mundo fosse a lágrima? A lágrima que, disse Mia Couto, Nos universa, nela regressamos ao primeiro início (a primeira lágrima da primeira dor e do primeiro sorriso). O umbigo, se fosse o umbigo do mundo, nunca que dele se perderia o vagido da terra mãe no instante em que se corta e dele se solta e se perde. Do que se enfeitaria como um piercing o umbigo do mundo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-1934442694505191473?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/1934442694505191473/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=1934442694505191473' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1934442694505191473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1934442694505191473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/10/umbigo-do-mundo.html' title='UMBIGO DO MUNDO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6285662587589784975</id><published>2007-06-10T05:47:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T05:48:39.145-07:00</updated><title type='text'>DECLARAÇÃO DE AMOR (3)</title><content type='html'>Fica com Deus, eu disse, mas tão intensa e verdadeira era a vontade de que ele assim ficasse que pude perceber a centelha se desprendendo daquele sentimento no instante em que se concentrava e se fundia na sonoridade da palavra Deus, a mesma centelha por cujo meio Sua presença confirmava em minha humílima existência a iniludível certeza de que, afinal, tudo é amor, certeza que novamente agora me faz desejar, meu filho, que fique com Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6285662587589784975?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6285662587589784975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6285662587589784975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6285662587589784975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6285662587589784975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/06/declarao-de-amor-3.html' title='DECLARAÇÃO DE AMOR (3)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3015490521547943738</id><published>2007-06-08T04:53:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T05:47:21.068-07:00</updated><title type='text'>DECLARAÇÃO DE AMOR (2)</title><content type='html'>Não tem pé nem cabeça dizer que sou o amor que você me tem. O ar que você respira e a falta dele nas noites opressivas. O sono que descansa e o cansaço sem fim quando ele não vem. Dizer que sou o mistério e a chama sem precisão de contorno e dizer de volta a você, por cuja boca e em cujas palavras demanda que por minha boca e nas minhas próprias palavras se faça essa declaração pelo amor do amante, ah, isso sim, é coisa sem pé nem cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3015490521547943738?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3015490521547943738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3015490521547943738' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3015490521547943738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3015490521547943738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/06/declarao-de-amor-2.html' title='DECLARAÇÃO DE AMOR (2)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-8118998216006554900</id><published>2007-06-01T03:41:00.000-07:00</published><updated>2007-10-04T05:59:47.671-07:00</updated><title type='text'>DECLARAÇÃO DE AMOR (1)</title><content type='html'>Nunca mais ouvi uma declaração de amor como aquela do Carlos. Sim, aquela em que ele, sem poder inventar a vida com os materiais da própria vida, trata então de inventar novas palavras com as palavras velhas. E com aqueles imprevisíveis nomes de flores que, combinados, nomeiam flores inexistentes, Carlos me permitiu desde sempre declarar que o meu amor é Minha flor, minha flor, minha flor, minha prímula...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-8118998216006554900?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/8118998216006554900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=8118998216006554900' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8118998216006554900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8118998216006554900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/06/declarao-de-amor-1.html' title='DECLARAÇÃO DE AMOR (1)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4337982138369325378</id><published>2007-05-30T20:02:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T20:04:58.999-07:00</updated><title type='text'>O QUE É TER UM FILHO? (5)</title><content type='html'>Ter um filho é ser, não é ter. É acolher o filho tal como ele quer ser. É resistir a todas as tentações de substituir o filho do jeito que ele vai sendo por um outro mais parecido consigo mesmo. É abdicar do ofício genérico e artesanal de educador que consiste em amassar, modelar e retocar o barro, depois assoprar o hálito gentilíssimo e digital de criador sobre a pobre criatura, meu filho. É definitivamente renunciar ao ato possessivo de ter um filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4337982138369325378?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4337982138369325378/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4337982138369325378' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4337982138369325378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4337982138369325378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/o-que-ter-um-filho-5.html' title='O QUE É TER UM FILHO? (5)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-286602644335750599</id><published>2007-05-30T05:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T05:12:38.673-07:00</updated><title type='text'>O QUE É TER UM FILHO? (4)</title><content type='html'>Ter um filho é ser, não é ter. É sofrer sem sentido quando não faz sentido aquele sofrer. É sorrir por nada quando nada justifica um sorriso. É buscar soluções mesmo sabendo que soluções não há, pelo menos não na sua própria &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; infinita. É ser quem acolhe na imaginação, e talvez no halo de uma existência por pouco santificada, o sofrimento, o sorriso e a busca aflitiva porque tem um filho e sabe que não é ter o que importa, é ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-286602644335750599?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/286602644335750599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=286602644335750599' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/286602644335750599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/286602644335750599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/o-que-ter-um-filho-4.html' title='O QUE É TER UM FILHO? (4)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3640529457212939432</id><published>2007-05-29T04:18:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T05:14:05.677-07:00</updated><title type='text'>O QUE É TER UM FILHO? (3)</title><content type='html'>Ter um filho é ser, não é ter. É saber-se com preguiça, mas nem por isso ceder; é perceber-se sem vontade, mas nem assim descansar; é definitivamente não estar a fim, mas o que se há de fazer se não tem mais biscoito, se o suco na geladeira acabou e, enfim, se o menino ainda está em roupas de dormir. Afinal, ter um filho é contar com o saldo de uma vida de frente para compreender sem culpas que o tempo de prover é aquele que virá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3640529457212939432?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3640529457212939432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3640529457212939432' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3640529457212939432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3640529457212939432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/o-que-ter-um-filho-3.html' title='O QUE É TER UM FILHO? (3)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-1295609249971233182</id><published>2007-05-28T04:40:00.000-07:00</published><updated>2007-05-28T04:41:13.194-07:00</updated><title type='text'>O QUE É TER UM FILHO? (2)</title><content type='html'>Ter um filho é ser, não é ter. É ser tocado pela emoção desde as pequenas coisas. É ser aquele que observa ali, ofertado ao mundo, pronto na bandeja em sua ancestralidade, o bolo! Mas que dispensa o gosto de prová-lo, provando apenas com os olhos, pelo puro prazer de olhar. Porque mais gostoso que o bolo e sua memória sem tempo, é a consumação do fato de que o filho é doidinho por bolo e vai devorá-lo já, já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-1295609249971233182?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/1295609249971233182/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=1295609249971233182' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1295609249971233182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1295609249971233182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/o-que-ter-um-filho-2.html' title='O QUE É TER UM FILHO? (2)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-96706931755593830</id><published>2007-05-25T03:43:00.000-07:00</published><updated>2007-05-28T04:39:14.435-07:00</updated><title type='text'>O QUE É TER UM FILHO? (1)</title><content type='html'>Ter um filho é ser, não é ter. É ser aquele que está para além de si ou que se descobre feliz mesmo quando está triste, porque mesmo estando só nunca estará sozinho. É ser aquele que tem um dedo a mais, um braço inteiro a mais, dois corpos, duas almas, vários sentidos por extensão para viver uma só vida. Ter um filho é dizer sempre uma frase, uma palavra a mais depois do ponto final. É ser um pouco filho de si mesmo, de seu próprio desejo de ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-96706931755593830?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/96706931755593830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=96706931755593830' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/96706931755593830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/96706931755593830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/o-que-ter-um-filho.html' title='O QUE É TER UM FILHO? (1)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5730390081993374562</id><published>2007-05-23T03:17:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T03:19:07.981-07:00</updated><title type='text'>AUTOPRÓPRIAJUDA(5)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que faço para atrair bons fluidos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias quando acordo, dirijo-me em silêncio ao canto esquerdo da sala para as primeiras orações. Separo lentamente as folhas verticais da cortina e inicio o exercício de meditação e boa vontade que aprendi num livro: trata-se de pronunciar, enquanto inspiro profundamente, o nome do Cristo, expirando enquanto houver fôlego a palavra &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. A ver se submeto um pouco a mim mesmo os meus indefectíveis diabinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5730390081993374562?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5730390081993374562/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5730390081993374562' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5730390081993374562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5730390081993374562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/autoprpriajuda5.html' title='AUTOPRÓPRIAJUDA(5)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-1271713720033271299</id><published>2007-05-22T03:33:00.000-07:00</published><updated>2007-05-22T11:53:40.124-07:00</updated><title type='text'>AUTOPRÓPRIAJUDA(4)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que faço para atrair bons fluidos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto em dar ouvidos ao que dizem os pássaros que, de uma mata próxima, vêm cantar em minha janela. Na verdade, ainda não sei se os pássaros cantam ou dialogam em um alfabeto sonoro de poucos signos. De qualquer modo, venho poupando a vizinhança de minhas respostas e de meus exercícios de ruidosa decifração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-1271713720033271299?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/1271713720033271299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=1271713720033271299' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1271713720033271299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1271713720033271299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/autoprpriajuda4.html' title='AUTOPRÓPRIAJUDA(4)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-2925165796766695418</id><published>2007-05-21T04:57:00.000-07:00</published><updated>2007-05-21T06:30:30.103-07:00</updated><title type='text'>AUTOPRÓPRIAJUDA(3)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que faço para atrair bons fluidos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperto primeiro os sentidos que as idéias. A parte prática do dia começa em exercícios de apuramento: o leve sabor de um copo d’água contrastando toda dormência e ressequidão; o toque da espuma e da água fria numa ou noutra louça que ficou da noite anterior; uma inspiração profunda na fumaça do café passando e os sentidos acordam um a um, conectando o que julgo ser por dentro à plausibilidade externa dessa minha existência inconsútil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-2925165796766695418?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/2925165796766695418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=2925165796766695418' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2925165796766695418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2925165796766695418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/autoprpriajuda3.html' title='AUTOPRÓPRIAJUDA(3)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6583463523092593919</id><published>2007-05-20T15:15:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T15:18:03.563-07:00</updated><title type='text'>AUTOPRÓPRIAJUDA(2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que faço para atrair bons fluidos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpro penitência virtual, isto é, me obrigo a não ligar essa máquina de dar em doido que é o computador e a não embarcar nessa arca-de-noé sem dilúvio da internet durante uma manhã inteira. O exercício de autoflagelo, que me sangra um pouco o piloto automático, reeduca melhor (quem sabe?) meus desejos, meus conceitos e meus sentidos reais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6583463523092593919?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6583463523092593919/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6583463523092593919' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6583463523092593919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6583463523092593919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/autoprpriajuda2.html' title='AUTOPRÓPRIAJUDA(2)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-5697825436919563662</id><published>2007-05-19T06:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-19T06:01:53.992-07:00</updated><title type='text'>AUTOPRÓPRIAJUDA(1)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que faço para atrair bons fluidos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro desviar o foco de toda intenção competitiva e egocêntrica e de toda vontade de medir o mundo pelas minhas próprias medidas. Nessa tentativa, recorro ao poeta para lembrar que &lt;em&gt;o mundo não é só aqui&lt;/em&gt; ou que &lt;em&gt;a vida não é só isso que se vê&lt;/em&gt;, e que muito certamente eu não sou mesmo a única coisa que importa neste mundo. Então enfeito minha alma de heterônimos e saio pela casa cantando um samba de breque, qualquer um daqueles antigos do Kid Morengueira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-5697825436919563662?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/5697825436919563662/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=5697825436919563662' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5697825436919563662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/5697825436919563662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/05/autoprpriajuda1.html' title='AUTOPRÓPRIAJUDA(1)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-6368465973155883573</id><published>2007-04-25T11:51:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T11:53:23.153-07:00</updated><title type='text'>MONÓLOGO</title><content type='html'>muitas línguas&lt;br /&gt;descrevem o universo&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;palavras contemplam&lt;br /&gt;espelhos de equivalência&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;o mundo sustenta&lt;br /&gt;seu próprio peso no nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nenhum entendimento&lt;br /&gt;em favor da procura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o riso da face oculta&lt;br /&gt;pende indecifrável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém conhece ninguém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-6368465973155883573?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/6368465973155883573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=6368465973155883573' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6368465973155883573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/6368465973155883573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/04/monlogo.html' title='MONÓLOGO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-4654644198492288322</id><published>2007-04-09T16:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T16:18:24.365-07:00</updated><title type='text'>GRUSSAÍ ETERNAMENTE</title><content type='html'>O azul do céu junto ao mar é tão bonito! O vento invisível também é bonito, aprisionado no movimento que impõe sem cessar às coisas de peso escasso e plano. Tão lindas são as pessoas procurando o mar num fim de semana, saindo de suas casas aos bandos, pescadores de um mergulho surpreendido no peixe que não trazem. Ou, quer saber, que afinal nem procuravam posto que um mergulho é apenas um mergulho e as pessoas não são mais do que elas próprias, bonitas como elas próprias, não como pássaros no ofício sobrevivente de pescar. São tão bonitas as ruas nessa vilazinha lambida de mar que o sol forte dissolve em poeira e que o vento amontoa em terreno irregular num traçado sem lógica e que a prefeitura não manda calçar só para não quebrar o encanto. Ou que manda calçar algumas apenas, porque também há quem tenha pressa no andar e no correr de automóvel, seja para o desfrute, seja para escapar urgente do silêncio ou da poesia de uma cidadezinha qualquer. O mar de cor imprevisível é tão bonito! As ondas que vêm e vão em direções contrárias, e as que vêm em direções contrárias numa pororoca de suores, e as que vão em direções contrárias que as sereias chamam de muitas direções, e a espuma branca contrastando ontem com o chocolate, hoje com o severo verde militar, amanhã, quem sabe? Com o translúcido verde de todas as águas. Tão bonito aquele oásis no areal imenso sob um céu incomensurável à beira de um mar desmedido que parece debruçar-se na praia, tão frágil aquele oásis de madeira de mangue e cobertura de palmeira, batido pelo vento incessante e pelo burburinho das pessoas que procuram o mar de mergulho, as crianças que não querem sair, os velhinhos que gostariam de entrar, os que estão vivos, os que vão morrer... Lembra nonagenária a avó de Saramago dizendo O mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer, porque, vamos que não apareça ninguém mais comovido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-4654644198492288322?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/4654644198492288322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=4654644198492288322' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4654644198492288322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/4654644198492288322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/04/grussa-eternamente.html' title='GRUSSAÍ ETERNAMENTE'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-1634051236679620241</id><published>2007-04-06T10:18:00.000-07:00</published><updated>2007-04-06T10:20:46.201-07:00</updated><title type='text'>PASTO ÀS VISTAS III</title><content type='html'>roupa suja&lt;br /&gt;se lava no mar&lt;br /&gt;emborcado no céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus olhos&lt;br /&gt;perdidos no fim&lt;br /&gt;(o fim que procuram)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lonjura blue&lt;br /&gt;sobre nossas cabeças&lt;br /&gt;respingam mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são nódoas pequenas&lt;br /&gt;tintura breu, sim&lt;br /&gt;papo cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nuvem&lt;br /&gt;nenhuma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-1634051236679620241?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/1634051236679620241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=1634051236679620241' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1634051236679620241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/1634051236679620241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/04/pasto-s-vistas-iii.html' title='PASTO ÀS VISTAS III'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-2042588399647653215</id><published>2007-04-04T11:47:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T11:49:19.065-07:00</updated><title type='text'>PASTO ÀS VISTAS</title><content type='html'>serena nuvem&lt;br /&gt;uma só e tantas&lt;br /&gt;espuma de leite gordo&lt;br /&gt;nos campos do céu&lt;br /&gt;ora campeiro&lt;br /&gt;ora vaca bojada&lt;br /&gt;espuma de mar batendo&lt;br /&gt;contra si contra o sol&lt;br /&gt;na cálida manhã&lt;br /&gt;que abriu&lt;br /&gt;espuma de sabão em pó&lt;br /&gt;esgarçada em tantas&lt;br /&gt;faxineira só&lt;br /&gt;dos meus olhos&lt;br /&gt;grandes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-2042588399647653215?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/2042588399647653215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=2042588399647653215' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2042588399647653215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/2042588399647653215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/04/pasto-s-vistas.html' title='PASTO ÀS VISTAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-3226331284473358399</id><published>2007-03-26T06:03:00.000-07:00</published><updated>2007-03-26T06:04:18.744-07:00</updated><title type='text'>EX-VOTOS NA ESTANTE</title><content type='html'>Quanto tempo faz que trago comigo essa grandiosa Teoria da História do Brasil, extensíssima introdução metodológica na qual José Honório ensina que O presente interroga o passado, mas não resgata o passado de si mesmo, senão daquilo que ao presente parece relevante, e interrogado bem da forma que lhe convém, e que isto é a História, porém que a despeito de cultíssima argumentação me impunha interrogar também a teoria, ou melhor, o projeto de futuro ou reformista ou revolucionário que lhe deu vida e em cuja produção, desbastando espinhos e arbustos na faina diuturna de um ofício, embebia-se como um lancaster no palor da heráldica, da numismática, da genealogia, da cartografia e do que mais há de vir em seu luxuoso auxílio. (Ó céus, e há quanto tempo dentro do tempo esteve também ali aquele marcador que era um cartão do Opus Bar e Restaurante anunciando música ao vivo e vídeo e teatro infantil em Itaperuna, cidade tão amada quanto distante!) Mas não mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde quando contemplo na estante as listas azuis sobre fundo branco da nona edição do La Revolución Teórica de Marx, da pena vibrante do francês Louis Althusser, que depois se matou numa revolução pessoal insensata devorando a si mesmo, edição cultuada e elegantíssima da Siglo Veintiuno que ensaiei doar, mas não pude, suspeitando que não soubessem cuidar dela, como assoprar a poeira de suas páginas longe da exigência de meus olhares quase cotidianos, mais degustativos que leitores, ou do toque de meus dedos que menos folheiam que alisam e capturam digitais sensações de aspereza e planura, ou de minhas narinas ávidas, ou da umidade da língua, enfim, que sempre chega primeiro num estranho vício que mistura sentidos fazendo suceder e permutar experiências de lamber e cheirar papéis. (Aprisionando também a infatigável dúvida de acentuação na pronúncia entre o assento no u de Althússer ou no e de Althussér, o que no fundo distinguia um seleto grupo dos que possuíam o segredo da correta e admirável pronúncia!) Mas não mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora Quando intento trocar a edição de mil novecentos e setenta e sete do Poema Sujo; a de mil novecentos e oitenta de Na Vertigem do Dia; a de mil novecentos e setenta e cinco de Dentro da Noite Veloz com a insinuante dedicatória do Dim escrita de próprio punho, naquele remotíssimo vinte de dezembro de setenta e sete, e que me alfabetizou no escrever poesias, tomado de pedagogia nas mãos do último verso de Pela Rua, pelo qual se sabe que o poeta espera a coincidência do encontro impossível numa cidade de quatro milhões de habitantes (Ah, se ao menos fosses mil disseminada pela cidade) enquanto o coração repete um nome, o coração sufocado pelos barulhos e ascendendo aos ares numa ventura de balão que mais suspende quanto inspira Solto ao fumo da gasolina queimada, ou seja, dispensar todas as edições gastas pelo uso em face da recolha pasteurizada de Toda Poesia, que de resto não condiz com o desalinho sistemático de Gullar. (Dizia o coração, ah o mesmo coração que sabe que No mundo há muitas armadilhas e dentre elas aquela emboscada Na quebrada do Yuro, às treze e trinta horas, a armadilha sutil de ouvir da Anaconda Cooper que não Serei cantor ou poeta, nem pederasta, nem homicida!) Mas não mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso importa agora, ah não mais Quando pela terceira vez me troca a pele de livros, e como dói. Talvez pela ameaçadora possibilidade de que seja esta vez a última vez, como um velho pássaro em derradeira muda, nada disso importa. Talvez pela assustadora possibilidade de que assim seja, e nem as citações em notas de pé de página do quanto este corpo registra, ou de tudo que assina a alma, nem as referências, nem as consultas, nem os recursos possam muito garantir. Talvez, enfim, porque tenha chegado o tempo dos tempos, aquele em que são inúteis todos os argumentos, em que são dispensáveis todas as opiniões, em que a verdade professada pelo corpo em queda duvida, ele dela, de todas as verdades, posto que Gregor Samsa jaz inerte em seu próprio exoesqueleto quitinoso de páginas numeradas. Nada disso importa agora, Quando não sei o que mais fazer com os livros que restaram depois de todos os livros que eram e não mais, pois sim. E o vazio na estante espreita na iminência insofismável de um vazio da estante cujo espaço encontrará doravante nova serventia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-3226331284473358399?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/3226331284473358399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=3226331284473358399' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3226331284473358399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/3226331284473358399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/03/ex-votos-na-estante.html' title='EX-VOTOS NA ESTANTE'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-8077019755787221831</id><published>2007-03-15T04:19:00.000-07:00</published><updated>2007-03-15T12:42:18.447-07:00</updated><title type='text'>EMMANUEL FERRY</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ser imortal é insignificante; com excessão do homem,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;todas as criaturas o são, pois ignoram a morte.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;J. L. Borges&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a vida nos põe a viver duas experiências próximas uma da outra, duas experiências aparentemente distintas, lado A e lado B, e adianta perguntar Por que, vida, Será que por que uma não permite senão compreender melhor o significado da outra. Lado A, De repente como que do nada a Mãe me chama até ao quarto e me faz ver Emmanuel chorando, mais que chorando simplesmente, convulsivamente chorando e abandonado aos solavancos daquele grande corpo branco tomado de emoção. Por que chora, Emmanuel, perguntava e ele não podia responder, insistia e ele me abraçava e ainda mais chorava do que antes, Por que, Emmanuel, e nada. Até que a Mãe explicou que ele estava lembrando. Enquanto a tarde morna caía lentamente sobre os edifícios niteroienses, Emmanuel com seus ruídos em sépia e cheiros de motor de serraria funcionando e notas antigas citadas no vento, Emmanuel, que então chorava, caía fundo no poço sem fundo do tempo rumo ao passado, até aquele ponto preciso de uns dez anos de vida na varanda da casa chutando bola com o Irmão, sem saber que arremessava uma espécie de bumerangue para o futuro, ou melhor, para si mesmo condenando-se a voltar sempre às próprias mãos atiradeiras. Eu retruquei que algum dia ele estaria chorando por esse momento em que estamos abraçados e ele só disse Que se lembrava sempre da mesma coisa e do mesmo momento. E eu que chorara quase uns dois dias antes, Lado B, lendo o filósofo Ferry que numa entrevista dizia Que não é apenas o fim da vida, mas a experiência do tempo e de sua finitude dentro da vida, no sentido de momentos irreversíveis que voltam à experiência vivida apenas para lembrar que nunca mais voltarão em si mesmos, como vivências mais uma vez, que isto sim, este escapar sem remissão nem retorno, significava morrer e então Emmanuel chorava porque estava tendo, naquele cair de tarde niterioiense, a líquida e exata e essencial e invencível experiência pessoal da morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-8077019755787221831?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/8077019755787221831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=8077019755787221831' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8077019755787221831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/8077019755787221831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/03/emmanuel-ferry_15.html' title='EMMANUEL FERRY'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-117112181630187836</id><published>2007-02-10T07:34:00.000-08:00</published><updated>2007-02-10T07:45:23.526-08:00</updated><title type='text'>DESTERRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Tenho tanta palavra meiga, conheço&lt;br /&gt;vozes de bichos, sei os beijos mais violentos”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As cheias vieram como jamais se viu, porém o pronome se funcionando como partícula apassivadora, ao passo em que lança à indeterminação, quiçá por indiferença ou desgosto, o pálido sujeito, instaura na subjetividade comprometida de expressão duas dúvidas simultâneas quanto a Quem de fato sofre com a túrbida visão das águas que trazem o Paraíba em fúria, e quem não sofre posto que pratica a ação de ver como lânguida contemplação. Não sofro Eu na profundidade de onze metros e mais alguns dedos, que é o limite de saturação do velho dique, velho de um tempo que não conheceu a tragédia do aquecimento global e outros mais dramáticos problemas planetários. Não sofro Eu de haver precipitado as águas por cima de boa parte da planura do centro da Cidade, tomando posse de quase toda a extensão da avenida XV de Novembro e avançando por algumas artérias perpendiculares, e ainda mais além fazendo regurgitar as subterrâneas galerias de esgoto e pluviais et cetera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sofro talvez porque não sofram minhas raízes aéreas afogadas no brejo encharcado de tanta chuva que virou e revirou inteiro esse janeiro nos Campos dos Goytacazes, se são aéreas minhas raízes pessoais, ainda que sofram solidárias ao comum sofrimento de quem perdeu casa e pertences, os mais escassos sobretudo, e humanas vidas. Posto que se são aéreas, ainda que molhem não conservam excessivas umidades, tampouco naufragam na avassaladora fúria dessas tisunamis de água doce, que também não me compraz calmamente contemplar do alto de platô algum, ou de mirantes edifícios agora muito mais comuns na paisagem urbana. De modo que, e finalmente deixando para trás as imagens climáticas de águas e cheias, que de resto não são o assunto dessas confissões, que também, por sua vez, não são rigorosamente confissões mas uma busca quase idiossincrática de reconhecer raízes, enfim, devo concluir que nem sofro nem deixo de sofrer com a condição do pronome se na primeira oração do parágrafo anterior. Assim fica dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que alguns acontecimentos recentes me fizeram sentir com sentimento intermitente, porém intenso, a estranha importância de toda essa história de raiz, fosse a morte inesperada do amigo Andral ou as prosas de memória com Norberto recordando lugares e personagens e acontecidos, mas sobretudo esta percepção existencial súbita de que estou só, ou melhor, de que estamos sós, Eu e minha Companheira, na extensão circular que vai daqui ali e volta somente aqui, de mim a ela e vice-versa, depois que os filhos cresceram e se foram primeiro um depois o outro, quiçá para nunca mais se isto quiser dizer que permanecem agora filhos de fora, olhando eqüidistantes a intimidade familiar ou inversamente enraizando na intimidade de si a distância agora irrevogável que nos separa, ou nos une, tanto faz, posto que finita e muito breve em face da compulsão de transpô-la. Cuidando bem a seu jeito cada qual de sua própria vida, este cuidar inclui a descoberta existencial da solidão, lá se vão eles, e também nós, minha Companheira e Eu, nos avistando de longe, como num filme em cinemascope, entre acenos com lenços e juras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada, afinal, mas não quero a proximidade de reis, com licença Manuel, quero apenas que a terra aonde me venha a fincar as raízes, essa exigência mínima embora radicalmente telúrica da solidão, seja nada muito controverso e abstrato. Seria pedir muito esse Quero a minha terra que sinta minha, onde possa caminhar descalço e ferir a planta dos pés nos pedregulhos vivos e nus, recolhendo a dor com o prazer dos caminhantes qualificados pela raiz, pergunto e não obtenho resposta. Ando dizendo faz um tempo que tenho prazo fixado para ajeitar as coisas, vender imóveis quanto e se houver, principalmente quebrar o vento no móbile da imaginação a ver se não se precipita tudo ao mesmo tempo, que para tanto não há pensar que organize e dê jeito, mesmo porque não saberia administrar todas as muitas faces simultâneas da verdade eis que, de fato, como lá está no Tao te king, A verdade freqüentemente soa paradoxal, enfim, já ia dizendo, arrumar a casa e despedir dos amigos e silenciosamente partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah os amigos, esses que minha Companheira e Eu haveremos de perder, ou ganhar para sempre na lonjura da distância sem vencimento e na compulsão de vencê-la, como ficou dito a propósito dos filhos também, eles pode ser que não deixem a partida sem demandas, tão silenciosa e discreta, na qualidade sutil da manhã. Outros que nunca souberam que compartilhamos a cidade, inclusive os que deram causa ao solidário e anônimo sofrimento ao tempo das cheias e das perdas, quem sabe não estranharão a centelha misteriosa num deslocamento de ares, o sentimento indizível do arrancar um dente pelas mãos do dentista, a quase imperceptível rachadura na frágil estrutura do dia quando minha Companheira e Eu, depois de partidos os filhos, e não para nos rejuntar a eles, partimos também, e quem sabe não sintam agora, neste exato instante em que essas confidências, se é que o são, exalando-se de mim como na bruxa de Drummond, iludam a percepção sobre do que é que agita e está a romper a fina casca de equilíbrio e invulnerabilidade de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de você, ah, perdão, caríssimo leitor, e perdão aproveitado também para explicar que se não favoreço a leitura pela simplicidade do dizer sem delongas, é para prender um pouco mais a ela a afeição e o embaraço de uns poucos, talvez, que mais restarem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-117112181630187836?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/117112181630187836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=117112181630187836' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/117112181630187836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/117112181630187836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/02/desterro.html' title='DESTERRO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-117052938725522893</id><published>2007-02-03T11:01:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T11:03:07.266-08:00</updated><title type='text'>ATÉ QUE O AMOR NOS SEPARE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A grande prova de sabedoria é ter presente&lt;br /&gt;que mesmo os sentimentos devem saber administrar o tempo”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Saramago)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ouvi de alguma fonte não sei mais qual nem aonde, embora já isso agora nem importe, eis que a fonte multiplicada e dispersa aqui está, passando adiante esta certeza com a força concreta de uma esperança material em algo novo, um mundo e uma vida renovados, já tangíveis nos interstícios do dia, que Os anos ímpares são um tempo de inovação, posto que a imparidade do número em si mesma expressa o movimento, atributo e crença que remontam talvez à consciência pitagórica de que todas as coisas são números ou de que os números sejam entidades corpóreas que avançam em direção à essência do universo a partir do um, materialidade simples do ponto, para atingir ao dois, deslocamento do ponto cujo rastro é a linha, expandindo-se em direção ao três, expansão que gera o plano e faz supor sua inserção no continente do quatro, volume envolvente que prepara o advento do cinco, quintessência material das virtudes, última estação entre a harmonia e a desarmonia cósmica, perspectiva e possibilidade imanente do imprevisível, semente perpétua do desequilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e Ela, cada qual ao seu modo, acreditavam com tristeza e pesar nessas alvíssaras anunciadas pelo ano ímpar. Conservaram, afinal, vinte anos de casamento, quantidade triplamente par pelos vinte, mas ainda pelo dois e o dez das duas décadas de bodas infelizes, embora o ímpar se imiscuísse mágica e misteriosamente na seqüência de quantidades pares que articulavam o tempo de convivência, afinal eram três os números pares, além do que, computado o ano que antecedeu ao matrimônio, conheciam-se a rigorosos vinte e um anos. Vinte e um anos de ódio, se não parecesse carregada em tintas a expressão. Digamos então que foram vinte e um anos em que as velas que conduziam o barco dos dois juntos foram violentamente açodadas pelo furacão do ódio, em que mais de uma vez arquitetaram juras de vingança e planos de morte e mesmo os filhos, pobres figos nascidos de figueira má em solo ruim posto que condenados à infertilidade estéril, a despeito dos raros momentos da oculta felicidade que gravitava em ambos, eram bólidos arremessados por um na direção do outro dizendo ele Vais engordar e não poderás mais dormir, e ela Vais trabalhar sem descanso e consumir sem recurso tudo o que ganhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez não puderam desejar-se intimamente, e reciprocamente, um Infeliz ano novo, afinal passaram separados, embora por temporária secção de destinos, parece, Ele na serra e Ela no mar, o dia de ano. Se Todos os santos saudaram a paz aparentemente selada no seio da família, diriam os pagãos que por força de maniqueísta simetria e perfeito equilíbrio entre o mal e o bem, Todos os demônios haveriam de igual e inversamente se lamentar pelo mesmo motivo. Mas o que ensina a vida afinal ou, melhor dizendo, O que o tempero do ódio acrescenta à massa da vida vivida em constante conflito, interrogam os assistentes amigos do casal, provavelmente levando suas próprias vidas entre altos e baixos, como todo casal, aliás, casal de dois, redundantemente par seja porque se anula cada um ímpar ou então porque se espere o advento do ímpar nos filhos ou no que quer que seja, incluindo-se aí experiências pouco convencionais, posto que sejam insondáveis pelas estatísticas o quanto que estão abaladas as convenções e perfurado o casco da embarcação que conduz os casais, sobretudo se tem as velas açodadas, como se disse, por aquele furacão do ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que descobriram Ele e Ela naquela felicíssima noite infeliz que passaram separados embora sem separar-se na acepção social de jurídicas implicações do termo, haveria de se perguntar, talvez, um leitor especialmente ocupado dessas minúsculas infelicidades humanas, mormente se um advogado sem carreira judiciária constituída e sem grandes clientes de contas abonadas, mas também perguntamos nós a quem nos importa de alguma forma o sentido misterioso da existência sob o manto das solidões e das procuras que simplesmente nos leva a compartilhar azares e destinos, substituindo a incerteza e o medo pela arriscada tentativa, senão de ser, ao menos de se sentir temporariamente menos infeliz. Deus nos livre de uma deliberada predisposição ao pessimismo, por certo, tanto que ainda nos interrogamos um pouco mais sobre o que descobririam ambos perscrutando um as menores reentrâncias de uma estrela do mar e o outro a grandeza do Criador que dispôs estrelas de se ver no céu apenas do alto da serra. Descobriram, por assim dizer, e tarde demais, a dialética do amor ultra-romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que as diferenças em estilo e preferência, de resto sedutoras entre a surpresa do outro e a mesmice do eu; mais até que a incompatibilidade de gênios tão comum entre os casais e tão insistentemente convocada a justificar irremediáveis separações; mais enfim que o ódio aparentemente gratuito e sem sentido, que não se sabe por que há vinte anos, se pouparmos o primeiro de rápidas descobertas e pouquíssimas promessas, habita o casal; mais que qualquer outra coisa, enfim, descobriram o amor, ou melhor, não qualquer amor mas um amor, em especial. Amavam a contradição que alimentava suas vidas individuais, a negação da negação que irremediavelmente articulava um ao outro sem remissão, condenados a isto, ou seja, a não ser senão aquela velha e irreparável unidade de contrários, a contradição que se tornava insustentável a vida comum fazia com que para cada um ela fosse uma exigência, ou melhor, fazia com que não fosse insustentável senão a própria perda daquela insustentabilidade. Afinal, era preciso reconhecer que o ódio os alimentara existencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer se o ódio acabasse, perguntaram-se na iminente imparidade daquela virada de ano. Restaria ainda algum sentido para suas vidas em circunstâncias onde não fosse mais possível preservar aquela intransponível distância entre as estrelas, do céu ao mar, perguntaram cada qual ao que tinha diante de si, Ela a estrela do mar, Ele a estrela do céu. A verdade afinal se apresentava nítida nos contornos e de transparência cristalina e falava de algo inextinguível que coubera aos dois sustentar, sob o signo de pessoal infelicidade, uma vida inteira de vinte anos, ou melhor, duas vidas que o futuro, aquilo que compreendiam como o resto de seus dias, que não os esperava desde sempre senão que eles próprios conduziram com seu ódio até ali, que o futuro enfim era o amor, e que o amor não se prestava a instrumento banal da felicidade. Foram tristes e infelizes até aqui unidos no ódio que cimentavam; seriam tristes e infelizes para sempre em nome do amor que era preciso preservar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e Ela viveram infelizes e tristes, enfim, separados e amantes desde o ano ímpar até que a morte chegasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-117052938725522893?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/117052938725522893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=117052938725522893' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/117052938725522893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/117052938725522893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/02/at-que-o-amor-nos-separe.html' title='ATÉ QUE O AMOR NOS SEPARE'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116990037452721625</id><published>2007-01-27T04:17:00.000-08:00</published><updated>2007-01-27T04:19:34.540-08:00</updated><title type='text'>FAÇA SEU JOGO, 1972 (À moda da história do cerco de Lisboa)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Meu Deus, tende piedade dos homens&lt;br /&gt;que vivem de imaginar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Saramago)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O tempo não era por aqueles dias um rio ou uma serpente que inevitavelmente flui e cujos rastros dependem da natureza da superfície percorrida porque simplesmente não faria sentido não escorregar por abaixo nem prosseguir sempre adiante à procura do que ou de quem no futuro, no balanço incontornável das horas. Era mais um lugar cheio de gente o tempo, uma arca-de-noé com todas as espécies de bichos grandes ou pequenos, simples ou loucos, para não dizer que éramos uma mistura variada de qualidades simples e loucas, uma polis e seu demos o tempo e na cidade do meu tempo a autoridade ia sendo investida nos amigos e os serviços públicos seguiam precários em atenção e demanda. Lô Borges então tinha cara de menino, éramos todos muito meninos e meninas, e acho mesmo que ele se parecia comigo, fazia o que eu queria e acreditava que pudesse fazer dentro do tempo que dispunha virtudes mais ou menos por igual, algo factível e desprovido daqueles inúteis adereços do estrelismo útil apenas para demarcar territórios, o do artista dessa linha em diante, o meu e do público em geral, sujeitos no plural mas não porque diverso e sim de massa, até logo ali. A música talvez não a víssemos ainda ou resistíssemos a ver como uma grande indústria, o artista esse semideus que transforma nossa fome e sede em puro consumo de comida e coca-cola. Eu calçaria, por certo, se é que não calcei nunca aquele velho tênis branco de cano alto e listas azuis e cadarços de barbante, fotografado para a capa do elepê. Ele estava bem ali, surrado e sujo, tomando a capa inteira somente para confirmar o elo de co-autoria da vida jogada na estrada que estávamos existencialmente a jogar. Eu sonhei outro mundo, meu amor, e a paz morava na nossa casa, mil pessoas como nós, sem palavras, por viver, cantava Lô Borges naquele remoto ano da graça de 1972 e eu ainda hoje canto, morrendo de vontade de jogar outra vez essa minha vida esgarçada e triste na estrada, como quem não quer fazer nada e reencontrar amigos e de quebra abrir o coração e coisa e tal. Mais ou menos por aquele tempo Jules Feifer dizia, com seu traço bacana e longilíneo de humor cáustico, que Liberdade é o direito de escolher qual prisão. A liberdade de ser hoje coisas que desejei muitíssimo e que, por isso mesmo, não mais saberia não sê-las, tornaram-se, por assim dizer, minha prisão. Escolhi ser isto que agora sou embora não estritamente como desejei e solitariamente planejei e fiz, em circunstâncias de absoluta liberdade de escolha, mas por herança do passado, circunstâncias essas reunidas sob as novas condições do presente, a bem da verdade histórica e sociológica, porque como o velho Marx já escrevera há mais de cento e cinqüenta anos A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos, oprime também o meu fazendo-me ser o que sou, enfim. Mas, pergunto eu a mim mesmo, O que escolhi e como e quando foi que principiei a escolha ou ainda quando a inevitabilidade de escolher começou a influir positivamente sim na fabricação existencial daquilo que hoje sou. Saramago, além de inspirar o fazer do texto e seu prazer construtivo que nesta narrativa pratico, sustenta que Esse é um ponto da genealogia que em geral não merece consideração, averiguar o que, não tendo nenhuma importância, deu vida, lugar e ocasião à importância que passou a ter o que dizemos ser importante. Pergunto, então, Onde estará pois a importância no que hoje sou daquilo que julgava fosse tornar-se importante outrora, ou O que espera por tornar-se importante no que sou e faço hoje. Quase posso dizer que mais até do que sou, indiciário e presente, apenas sou o que fui e serei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116990037452721625?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116990037452721625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116990037452721625' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116990037452721625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116990037452721625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2007/01/faa-seu-jogo-1972-moda-da-histria-do.html' title='FAÇA SEU JOGO, 1972 (À moda da história do cerco de Lisboa)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116260900053670688</id><published>2006-11-03T18:54:00.000-08:00</published><updated>2006-11-03T18:56:40.546-08:00</updated><title type='text'>RÉQUIEM PARA UMA PAIXÃO URBANA</title><content type='html'>Anseio um lago&lt;br /&gt;uma praça, pracinha&lt;br /&gt;sem vento tempo movimento&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Abominavelmente tudo se move&lt;br /&gt;(são quase dez horas)&lt;br /&gt;anseio um lago&lt;br /&gt;um mosteiro&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Não tenho o século XX&lt;br /&gt;de idade&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Anseio largo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116260900053670688?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116260900053670688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116260900053670688' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116260900053670688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116260900053670688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/11/rquiem-para-uma-paixo-urbana.html' title='RÉQUIEM PARA UMA PAIXÃO URBANA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116221588212156295</id><published>2006-10-30T05:42:00.000-08:00</published><updated>2006-10-30T05:44:42.133-08:00</updated><title type='text'>NOVAS DESCOBERTAS</title><content type='html'>Nada é preciso&lt;br /&gt;do a ao z&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;De uma secura infinita faz-se a canoa e&lt;br /&gt;de canoa não se vai a parte alguma&lt;br /&gt;além daqui mesmo&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Nem mesmo viver é preciso&lt;br /&gt;com todas as letras&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;No atualíssimo alfabeto das águas&lt;br /&gt;navegar é um risco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116221588212156295?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116221588212156295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116221588212156295' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116221588212156295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116221588212156295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/novas-descobertas.html' title='NOVAS DESCOBERTAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116203623070650177</id><published>2006-10-28T04:47:00.000-07:00</published><updated>2006-10-28T04:50:30.716-07:00</updated><title type='text'>TARDE DEMAIS</title><content type='html'>há um deus guardado no porão&lt;br /&gt;eu o esqueci trancado lá&lt;br /&gt;faz uns trinta anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vendeu-se a casa&lt;br /&gt;perdi o acesso ao porão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a infância desopilou sem culpas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não podia&lt;br /&gt;ninguém poderia&lt;br /&gt;recluso nos próprios dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;demasiadamente sensato e humano&lt;br /&gt;imaginar um deus protegido&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;aguardando as chaves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116203623070650177?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116203623070650177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116203623070650177' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116203623070650177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116203623070650177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/tarde-demais.html' title='TARDE DEMAIS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116199564191255635</id><published>2006-10-27T17:31:00.000-07:00</published><updated>2006-10-27T17:34:01.923-07:00</updated><title type='text'>ALMAS GÊMEAS</title><content type='html'>ainda é minha&lt;br /&gt;aquela cor azul, Irmão&lt;br /&gt;qualquer azul qualquer cor&lt;br /&gt;oculta e xadrez bem de dentro de ti&lt;br /&gt;nos tons que só tu possuías em meu universo&lt;br /&gt;- talvez aquilo que era teu e apenas teu&lt;br /&gt;carrego comigo nessa perpétua&lt;br /&gt;busca de ser como tu&lt;br /&gt;de sermos um só&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;numa ambigüidade linda que é um erro&lt;br /&gt;de Deus feito corpos divisíveis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116199564191255635?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116199564191255635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116199564191255635' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116199564191255635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116199564191255635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/almas-gmeas.html' title='ALMAS GÊMEAS'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116148736594456783</id><published>2006-10-21T20:20:00.000-07:00</published><updated>2006-10-28T05:48:04.833-07:00</updated><title type='text'>VOZ &amp; VIOLÃO (acabou chorare)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;(Imão)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então você cortou a mão&lt;br /&gt;espremendo o vidro d'água&lt;br /&gt;contra a parede cinza&lt;br /&gt;era uma noite fria de maio&lt;br /&gt;junho ou julho sei lá&lt;br /&gt;no apezinho do mar &amp;amp; terra&lt;br /&gt;na ilha do governador&lt;br /&gt;minha garganta era uma bola&lt;br /&gt;de febre sorriso espinhos&lt;br /&gt;febre alta dor intensa&lt;br /&gt;o corte tão fundo! e o dedo&lt;br /&gt;menor sem dobradura&lt;br /&gt;éramos só futuro&lt;br /&gt;você e eu sem futuro&lt;br /&gt;assustados temendo o futuro&lt;br /&gt;você não vai mais tocar&lt;br /&gt;eu miúdo sem voz&lt;br /&gt;ambos sós e&lt;br /&gt;só somente só&lt;br /&gt;assim vou lhe chamar&lt;br /&gt;assim você&lt;br /&gt;vai ser&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116148736594456783?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116148736594456783/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116148736594456783' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116148736594456783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116148736594456783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/voz-violo-acabou-chorare.html' title='VOZ &amp; VIOLÃO (acabou chorare)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116108469519687471</id><published>2006-10-17T04:29:00.001-07:00</published><updated>2006-10-17T04:31:35.196-07:00</updated><title type='text'>KEROUAC ORANDO</title><content type='html'>tu e ele e ela igualmente vazios&lt;br /&gt;a serem amados igualmente&lt;br /&gt;igualmente Budas que estão por vir&lt;br /&gt;mais o deserto e as montanhas&lt;br /&gt;e o frio e o calor intensos&lt;br /&gt;nada que não caiba numa mochila&lt;br /&gt;nada que não se leve nas costas&lt;br /&gt;nada que não mereça um outro vinho&lt;br /&gt;que não se veja nos olhos&lt;br /&gt;que não se proteja do tempo&lt;br /&gt;muito verdadeiro&lt;br /&gt;muito inconstante sei lá&lt;br /&gt;como a roda girando&lt;br /&gt;o poema de cor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116108469519687471?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116108469519687471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116108469519687471' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116108469519687471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116108469519687471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/kerouac-orando_17.html' title='KEROUAC ORANDO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116102942267137031</id><published>2006-10-16T13:08:00.000-07:00</published><updated>2006-10-16T13:10:22.700-07:00</updated><title type='text'>MEA CULPA (um fragmento pós-socrático)</title><content type='html'>tudo que sei é que não&lt;br /&gt;posso mais com o que fiz que&lt;br /&gt;sei que não sei&lt;br /&gt;que fiz de&lt;br /&gt;mim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116102942267137031?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116102942267137031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116102942267137031' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116102942267137031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116102942267137031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/mea-culpa-um-fragmento-ps-socrtico.html' title='MEA CULPA (um fragmento pós-socrático)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116092067448580924</id><published>2006-10-15T06:55:00.000-07:00</published><updated>2006-10-15T06:57:54.496-07:00</updated><title type='text'>MAIS-QUE-IMPERFEITO</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pra Clair&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;certos poemas&lt;br /&gt;se fazem andando&lt;br /&gt;poemas de corpo&lt;br /&gt;e mente sãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, os poemas que se fazem amando!&lt;br /&gt;são poemas em combustão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são poemas&lt;br /&gt;que nunca aspiram&lt;br /&gt;nem tempo&lt;br /&gt;nem perfeição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;palavras que em vão transpiram&lt;br /&gt;menos à tinta e mais à mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esses poemas imperfeitos&lt;br /&gt;hum, alguns sim&lt;br /&gt;outros não&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116092067448580924?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116092067448580924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116092067448580924' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116092067448580924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116092067448580924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/mais-que-imperfeito.html' title='MAIS-QUE-IMPERFEITO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116083115649190408</id><published>2006-10-14T06:03:00.000-07:00</published><updated>2006-10-14T06:05:56.533-07:00</updated><title type='text'>ADEUS, RIMBAUD</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“E temo o inverno por ser a estação do conforto!”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Arthur Rimbaud)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o café sempre frio hei&lt;br /&gt;de bebê-lo à sombra das manhãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que espero da vida? a vida essa&lt;br /&gt;locomotiva desgovernada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo sempre veloz sobretudo à noite&lt;br /&gt;desesperadamente sem freios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o café está frio e não posso aquecê-lo&lt;br /&gt;como se não bastasse ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o medo pelo que poderei desfazer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116083115649190408?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116083115649190408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116083115649190408' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116083115649190408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116083115649190408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/adeus-rimbaud.html' title='ADEUS, RIMBAUD'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116057290101543736</id><published>2006-10-11T06:20:00.000-07:00</published><updated>2006-10-11T06:21:41.026-07:00</updated><title type='text'>TEMPO</title><content type='html'>Tempo resfria e pega&lt;br /&gt;(derruba recolhe põe de cama)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo é gripe:&lt;br /&gt;injeta vermelho nos olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz lacrimejar&lt;br /&gt;(polvilha a barba de branco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impregna de medo até a alma&lt;br /&gt;Tempo inutiliza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116057290101543736?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116057290101543736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116057290101543736' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116057290101543736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116057290101543736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/tempo.html' title='TEMPO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116039518655233168</id><published>2006-10-09T04:51:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T04:59:46.553-07:00</updated><title type='text'>BODAS DE PORCELANA (um romance incidental)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para Cleir&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;september, 11&lt;br /&gt;duas torres gêmeas&lt;br /&gt;no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o orgulho&lt;br /&gt;da águia atingido&lt;br /&gt;no vôo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;símbolos&lt;br /&gt;sem tempo&lt;br /&gt;do mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agosto, 11&lt;br /&gt;duas almas gêmeas&lt;br /&gt;se doam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz tempo que&lt;br /&gt;existe, faz tempo&lt;br /&gt;não tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão acima&lt;br /&gt;do mal ou do&lt;br /&gt;bem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116039518655233168?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116039518655233168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116039518655233168' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116039518655233168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116039518655233168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/bodas-de-porcelana-um-romance.html' title='BODAS DE PORCELANA (um romance incidental)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116033860612135701</id><published>2006-10-08T13:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T04:50:59.470-07:00</updated><title type='text'>ITAMBI MACONDO (uma inscrição rupestre)</title><content type='html'>dalvan não cresceu nunca com quase dois metros de altura&lt;br /&gt;também permaneceu menino durante quarenta anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizia coisas estranhas num dialeto esquisito mastigando&lt;br /&gt;palavras com as gengivas soltas e golpes de maxilares espumantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[dizem que erik maneiro vai aos poucos desadolescendo até&lt;br /&gt;tornar-se naturalmente herdeiro de nenhuma de suas extensões]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[suely anda sofrendo desordenadamente desde que não&lt;br /&gt;soube onde foi parar dalvan nem o que fazer com erik e seu estilo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois que de repente dalvan cresceu tudo envelheceu&lt;br /&gt;trocou a pele criou asas voou (durante um jogo do fluminense)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e foi pro céu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116033860612135701?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116033860612135701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116033860612135701' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116033860612135701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116033860612135701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/itambi-macondo-uma-inscrio-rupestre.html' title='ITAMBI MACONDO (uma inscrição rupestre)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116014042754079116</id><published>2006-10-06T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-06T06:13:47.546-07:00</updated><title type='text'>BEM-TE-VI (um grafite campista)</title><content type='html'>sobre os ombros&lt;br /&gt;da casa (do mundo)&lt;br /&gt;a tudo assiste:&lt;br /&gt;o edifício erguendo-se&lt;br /&gt;na paisagem triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            ossos expostos&lt;br /&gt;            tijolos cozidos&lt;br /&gt;            vergalhões, vozerio:&lt;br /&gt;            ativista concreto&lt;br /&gt;            grafita o vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entenderá mutante&lt;br /&gt;o desenho fabril?&lt;br /&gt;intenso e diário&lt;br /&gt;o edifício no ofício&lt;br /&gt;de gris operários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            só um instante:&lt;br /&gt;            súbito o pássaro&lt;br /&gt;            (urgência sem pouso)&lt;br /&gt;            despeja o mundo e&lt;br /&gt;            a casa no vôo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116014042754079116?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116014042754079116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116014042754079116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116014042754079116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116014042754079116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/bem-te-vi-um-grafite-campista.html' title='BEM-TE-VI (um grafite campista)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-116005167150679523</id><published>2006-10-05T05:32:00.000-07:00</published><updated>2006-10-05T05:34:31.513-07:00</updated><title type='text'>RELICÁRIO</title><content type='html'>mandei vir do Japão&lt;br /&gt;um souvenir de Hiroshima&lt;br /&gt;do Golfo via internet&lt;br /&gt;encomendei artefatos inteligentes&lt;br /&gt;despachei dois golpes de estado&lt;br /&gt;dos labirintos da América&lt;br /&gt;e finalmente num lapso de ternura&lt;br /&gt;esqueci as crianças cubanas&lt;br /&gt;e verti uma lágrima azul&lt;br /&gt;à manhã de Manhattan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-116005167150679523?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/116005167150679523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=116005167150679523' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116005167150679523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/116005167150679523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/relicrio.html' title='RELICÁRIO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115996236040612165</id><published>2006-10-04T04:44:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T04:49:12.646-07:00</updated><title type='text'>ESTRATÉGIA</title><content type='html'>Meus filhos encontram bandeiras&lt;br /&gt;em brinquedos de montar e desmontar&lt;br /&gt;Descobriram que as nações nórdicas&lt;br /&gt;têm bandeiras em cruz&lt;br /&gt;Descobriram ainda que mesmo&lt;br /&gt;sobre faixas e colunas coloridas&lt;br /&gt;há uma ordem na leitura das cores&lt;br /&gt;Se perdem&lt;br /&gt;momentaneamente o interesse&lt;br /&gt;as bandeiras adernam&lt;br /&gt;sem nada que lhes proteja do arbítrio&lt;br /&gt;que a saturada nação dos meninos&lt;br /&gt;impõe à ordem internacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115996236040612165?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115996236040612165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115996236040612165' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115996236040612165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115996236040612165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/estratgia.html' title='ESTRATÉGIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115987516726074735</id><published>2006-10-03T04:29:00.000-07:00</published><updated>2006-10-03T04:33:54.443-07:00</updated><title type='text'>TESTAMENTO</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Para Cleir, Emmanuel, Fernando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no princípio&lt;br /&gt;eram sós; caminhos&lt;br /&gt;e o encontro no infinitivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[amar]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois andar&lt;br /&gt;e eleitos nesse caos bíblico&lt;br /&gt;desordenadamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[crescer]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;multiplicados&lt;br /&gt;enfim, vários e divididos&lt;br /&gt;em faces e destinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[sair sem sair]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115987516726074735?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115987516726074735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115987516726074735' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115987516726074735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115987516726074735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/testamento.html' title='TESTAMENTO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115979218799033199</id><published>2006-10-02T05:27:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T05:29:48.003-07:00</updated><title type='text'>SÍSIFO REVISITADO (na formação de professores)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Sandra Selles&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;É, doendo, o tempo, essa doença&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;da infância, a gerar velhos de nascença?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;(Carlito Azevedo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Será, quem sabe, a formação a experiência&lt;br /&gt;de inocular num broto tal doença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será, talvez, a formação, a cura&lt;br /&gt;da experiência nessa imponderável loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de traduzir a finitude do que termina&lt;br /&gt;no recomeço sem fim de quem ensina?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115979218799033199?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115979218799033199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115979218799033199' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115979218799033199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115979218799033199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/ssifo-revisitado-na-formao-de.html' title='SÍSIFO REVISITADO (na formação de professores)'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115971284511516819</id><published>2006-10-01T07:25:00.000-07:00</published><updated>2006-10-01T07:27:25.170-07:00</updated><title type='text'>SIGNO</title><content type='html'>O cheiro de virgem exala&lt;br /&gt;num corpo que não se pertence&lt;br /&gt;Mãos que não as suas tocando o que deseja&lt;br /&gt;Suas mãos sem uso no espaço acolhendo&lt;br /&gt;intangível abismo sem luz alheia&lt;br /&gt;verdade que os lábios murmuram:&lt;br /&gt;-Não posso, não posso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115971284511516819?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115971284511516819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115971284511516819' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115971284511516819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115971284511516819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/10/signo.html' title='SIGNO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115961753142740755</id><published>2006-09-30T04:58:00.000-07:00</published><updated>2006-09-30T04:58:51.426-07:00</updated><title type='text'>SEXO FORTE</title><content type='html'>certas mulheres não&lt;br /&gt;são donas do que possuem&lt;br /&gt;por isso de fato não possuem:&lt;br /&gt;vão&lt;br /&gt;possuídas pelo que são&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115961753142740755?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115961753142740755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115961753142740755' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115961753142740755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115961753142740755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/sexo-forte_30.html' title='SEXO FORTE'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115954269665513985</id><published>2006-09-29T08:09:00.000-07:00</published><updated>2006-09-29T08:16:12.300-07:00</updated><title type='text'>TAO DA DOCÊNCIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;                                       “O vaso é feito de argila,&lt;br /&gt;                                       mas é o vazio que o torna útil”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                                   (Tao te king, 11)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No vir-a-ser&lt;br /&gt;o ensinar&lt;br /&gt;de tanto doar-se&lt;br /&gt;faz submergir&lt;br /&gt;o não-ser&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115954269665513985?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115954269665513985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115954269665513985' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115954269665513985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115954269665513985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/tao-da-docncia.html' title='TAO DA DOCÊNCIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115944284547017658</id><published>2006-09-28T04:24:00.000-07:00</published><updated>2006-09-28T04:27:25.480-07:00</updated><title type='text'>INTRANSPARÊNCIA</title><content type='html'>Vejo acesa a luz no alto do edifício chamando&lt;br /&gt;O avião que não passa jamais por ali&lt;br /&gt;Não vejo mais a luz vermelha&lt;br /&gt;Nem o avião azul&lt;br /&gt;A névoa envolve as palavras num&lt;br /&gt;Manto breve de silêncio&lt;br /&gt;Adormeci caso&lt;br /&gt;Não tenha morrido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115944284547017658?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115944284547017658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115944284547017658' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115944284547017658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115944284547017658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/intransparncia.html' title='INTRANSPARÊNCIA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115935375783180029</id><published>2006-09-27T03:34:00.002-07:00</published><updated>2006-09-27T03:42:37.840-07:00</updated><title type='text'>ARMADILHA</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;João amava Teresa que amava Raimundo&lt;br /&gt;que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;que amava Augusto que amava Sandrinha&lt;br /&gt;que amava Neco que amava Laura que amava Alice&lt;br /&gt;que amava Bruno que amava Alice&lt;br /&gt;que amava Bruno&lt;br /&gt;que amava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no desamor um&lt;br /&gt;breve suspiro um curto-circuito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115935375783180029?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115935375783180029/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115935375783180029' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115935375783180029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115935375783180029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/armadilha_115935375783180029.html' title='ARMADILHA'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115926949942706086</id><published>2006-09-26T04:14:00.000-07:00</published><updated>2006-09-26T04:18:19.436-07:00</updated><title type='text'>SOLO</title><content type='html'>só a poesia amortece o&lt;br /&gt;tabatinga onde tento fincar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas raízes (ou não)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só a poesia amolece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115926949942706086?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115926949942706086/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115926949942706086' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115926949942706086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115926949942706086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/solo.html' title='SOLO'/><author><name>Everardo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14660160973208120509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34968963.post-115918337466934321</id><published>2006-09-25T04:21:00.000-07:00</published><updated>2006-09-25T04:22:54.676-07:00</updated><title type='text'>INQUIETUDE</title><content type='html'>nunca que estou mais&lt;br /&gt;inteiro &amp; intacto &amp;amp;&lt;br /&gt;em paz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34968963-115918337466934321?l=cronolorgias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronolorgias.blogspot.com/feeds/115918337466934321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34968963&amp;postID=115918337466934321' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115918337466934321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34968963/posts/default/115918337466934321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronolorgias.blogspot.com/2006/09/inquietude.html' title='INQUIETUDE'/><author><name>Everardo de 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